- Uma cédula simbólica do Brics circulou nas redes sociais, gerando confusão sobre a adoção de uma moeda comum.
- A presidência do Brics e a agência russa Sputnik desmentiram a informação, afirmando que a nota não é oficial.
- A cédula foi criada como souvenir durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, realizado entre 18 e 21 de junho de 2025.
- O foco do Brics é facilitar transações comerciais entre os membros utilizando suas próprias moedas, sem planos para uma moeda própria.
- O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pretende ter 30% de sua carteira em moedas locais até 2026.
Cédula simbólica do Brics gera confusão sobre moeda comum
Recentemente, uma cédula simbólica do Brics circulou nas redes sociais, levando muitos a acreditar que o grupo de países emergentes adotou uma moeda comum. No entanto, essa informação foi desmentida pela presidência do Brics e pela agência russa Sputnik.
A cédula em questão é uma nota fictícia, criada como souvenir durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, realizado entre 18 e 21 de junho de 2025. A Sputnik esclareceu que a nota, que possui um design refletindo os princípios do Brics, não é uma moeda oficial. A Câmara do Comércio e Indústria da Rússia também confirmou que se trata de um item simbólico, sem valor monetário.
A presidência do Brics, atualmente sob a liderança do Brasil, reafirmou que não há planos para a criação de uma moeda própria. Em entrevista, a assessoria de imprensa do grupo destacou que o tema não foi discutido na recente Cúpula de líderes, ocorrida no início de junho no Rio de Janeiro. O foco, segundo a presidência, é facilitar transações comerciais entre os membros utilizando suas próprias moedas.
Além disso, a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, anunciou que o banco pretende ter 30% de sua carteira em moedas locais até 2026. O NDB é responsável por financiar projetos de infraestrutura nos países do Brics.
A confusão em torno da cédula simbólica foi amplamente verificada por veículos de comunicação, incluindo checagens de fatos de organizações como a AFP e o Observador. A nota, que também foi vista em mãos do presidente russo, Vladimir Putin, durante a cúpula de 2024, foi classificada como uma “brincadeira”.
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