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Bolsonaro defende permanência de Eduardo nos EUA e Flávio apoia ausência no Brasil

Jair Bolsonaro sugere que Eduardo permaneça nos EUA, enquanto Tarcísio de Freitas busca soluções para a taxação de produtos brasileiros.

O ex-presidente Jair Bolsonaro discursa a apoiadores na Avenida Paulista (Foto: Miguel Schincariol/AFP)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro defendeu que o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro permaneça nos Estados Unidos após o fim de sua licença, que termina neste domingo.
  • Eduardo pode enfrentar a cassação de seu mandato devido a faltas em sessões.
  • Flávio Bolsonaro apoiou a ideia de que a decisão sobre o retorno de Eduardo não precisa ser imediata.
  • A tensão entre Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aumentou por divergências sobre a taxação de produtos brasileiros pelo governo americano.
  • Jair Bolsonaro elogiou Tarcísio por suas ações e negou envolvimento nas negociações que resultaram na taxação.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu que seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), permaneça nos Estados Unidos após o término de sua licença, que se encerra neste domingo. Eduardo pode enfrentar a cassação de seu mandato devido a faltas em sessões. Segundo Jair, ele seria “mais útil lá fora do que cumprindo mandato”. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou a ideia de que a decisão sobre o retorno não precisa ser imediata, permitindo que Eduardo cumpra o prazo de licença.

A tensão entre Eduardo e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), aumentou devido a divergências sobre a taxação de produtos brasileiros pelo governo americano, conhecida como “tarifaço”. Jair Bolsonaro elogiou Tarcísio por buscar soluções econômicas e por seu papel como interlocutor com exportadores e empresários. O governador já se reuniu com o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos e consultou ministros do Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de uma viagem de Bolsonaro para negociar com Donald Trump.

Jair Bolsonaro voltou a negar envolvimento nas negociações que resultaram na taxação. Ele afirmou que, se ainda fosse presidente, já teria alcançado um acordo favorável, similar ao da Argentina, onde 80% dos produtos não são taxados. O ex-presidente também mencionou que, se Lula devolver seu passaporte, estaria disposto a negociar diretamente com Trump.

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