- O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, enfrenta uma crise política após o partido ultraortodoxo Shas sair da coalizão governamental em 16 de julho de 2025.
- A saída do Shas ocorreu após a falha em aprovar uma lei sobre isenções de serviço militar para judeus ortodoxos.
- Com a saída, Netanyahu conta agora com apenas 50 assentos em um Parlamento de 120 cadeiras.
- O líder da oposição, Yair Lapid, pediu eleições antecipadas, argumentando que um governo minoritário não pode enviar soldados para a guerra em Gaza.
- A instabilidade política se agrava em meio a negociações de cessar-fogo com o Hamas, mediadas pelos Estados Unidos.
TEL-AVIV — O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, enfrenta uma grave crise política após o partido ultraortodoxo Shas anunciar sua saída da coalizão governamental nesta quarta-feira, 16. A decisão deixa o governo em minoria no Parlamento, intensificando a pressão sobre Netanyahu em um momento de tensões sociais e militares.
A saída do Shas se deu após a falha em aprovar uma lei que buscava manter isenções de serviço militar para judeus ortodoxos. O ministro do gabinete do Shas, Michael Malkieli, afirmou que, na atual situação, é “impossível sentar com o governo e ser um parceiro dele”. Apesar disso, o partido não pretende minar a coalizão e pode votar com o governo em algumas propostas, o que impede a queda imediata do governo.
Com a saída do Shas, Netanyahu agora conta com apenas 50 assentos em um Parlamento de 120 cadeiras. O líder da oposição, Yair Lapid, já pediu eleições antecipadas, argumentando que um governo minoritário não pode enviar soldados para o front durante a guerra em Gaza. A pressão sobre Netanyahu aumenta, especialmente com a aproximação do recesso legislativo de verão.
Crise em Meio à Guerra
A instabilidade política ocorre em um momento crítico, com Israel negociando um cessar-fogo com o Hamas, mediado pelos EUA. A saída do Shas não deve afetar diretamente essas negociações, mas a fragmentação da coalizão pode dificultar a governabilidade. Netanyahu, que enfrenta um julgamento por corrupção, se vê vulnerável às demandas de seus aliados, especialmente da ala de extrema direita, que se opõe a qualquer cessar-fogo sem a completa neutralização do Hamas.
A questão das isenções de serviço militar, que divide a sociedade israelense, se intensificou desde o início da guerra em Gaza. A maioria dos israelenses considera essas isenções injustas, enquanto os ultraortodoxos defendem que sua contribuição ao país se dá por meio do estudo religioso. Essa divisão se torna ainda mais relevante à medida que a necessidade de mão de obra militar cresce em meio ao conflito.
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