- Um vídeo manipulado por inteligência artificial está circulando nas redes sociais, promovendo uma falsa campanha de arrecadação para um homem chamado Rafael, que não existe.
- O vídeo original apresenta Welton Siqueira, um homem de 30 anos que faleceu em agosto de 2024 após lutar contra um câncer raro.
- Na gravação alterada, um homem se apresenta como Rafael, de 27 anos, e pede doações para um tratamento caro, com uma meta de arrecadação de R$ 300 mil.
- A verificação do conteúdo revelou que o áudio foi modificado com 98,6% de probabilidade de uso de inteligência artificial.
- A Polícia Civil de São Paulo recomenda que vítimas de fraudes registrem boletins de ocorrência e denunciem ao Procon, além de contatar bancos para possíveis estornos.
Um vídeo manipulado por inteligência artificial está circulando nas redes sociais, promovendo uma falsa campanha de arrecadação para um homem chamado Rafael, que não existe. O vídeo original, que mostra Welton Siqueira, um homem de 30 anos que faleceu em agosto de 2024 após lutar contra um câncer raro, foi utilizado de forma fraudulenta.
Na gravação alterada, um homem se apresenta como Rafael, de 27 anos, e relata estar internado devido a um câncer agressivo. Ele afirma que seu tratamento é caro e pede doações, direcionando os usuários a um link para uma vaquinha online. O texto que acompanha o vídeo destaca a urgência da situação e a necessidade de ajuda financeira, com uma meta de arrecadação de R$ 300 mil.
A verificação do conteúdo pelo UOL Confere revelou que o áudio do vídeo foi modificado com 98,6% de probabilidade de uso de inteligência artificial. A busca pelo vídeo original, publicado em 6 de agosto de 2024, confirmou que Welton Siqueira estava lutando contra um osteossarcoma, um tipo raro de câncer nos ossos, e que sua família havia promovido rifas para cobrir despesas médicas.
Atualmente, há quase cem anúncios fraudulentos semelhantes nas redes sociais. Uma análise na Biblioteca de Anúncios da Meta identificou 96 peças ativas. O delegado Carlos Afonso Gonçalves, da Divisão de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de São Paulo, recomenda que vítimas de fraudes registrem boletins de ocorrência e denunciem as situações ao Procon. Além disso, é aconselhável entrar em contato com bancos para tentar estornos de valores.
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