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Equipe investiga suspeitos e elucida crimes em São Paulo com método inovador

Laboratório de perfilamento criminal do DHPP identifica características de criminosos em casos de homicídios, trazendo novas técnicas para investigações.

Equipe é formada por psicólogos, advogada criminal, perita, investigador e delegada (Foto: Cedido ao UOL)
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  • O Brasil possui um laboratório de perfilamento criminal no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo, criado há um ano.
  • O laboratório analisa cenas de crime para entender o comportamento de criminosos, utilizando métodos adaptados ao contexto brasileiro.
  • Recentemente, ajudou a identificar características de criminosos em casos de homicídios, como os de Fernanda Reinecke Bonin e Bruna Oliveira da Silva.
  • O coordenador do setor, Christian Costa, psicólogo criminal, realiza entrevistas em presídios para entender o comportamento dos infratores.
  • O perfilamento descartou a hipótese de latrocínio no caso de Fernanda e indicou que se tratava de um crime encomendado, enquanto no caso de Bruna, ajudou a identificar um suspeito conhecido por comportamento agressivo.

O Brasil agora conta com um laboratório de perfilamento criminal, criado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo. Este setor, inaugurado há um ano, visa entender o comportamento de criminosos por meio da análise de cenas de crime, uma prática que já existe nos Estados Unidos desde a década de 1980.

Recentemente, o laboratório teve um papel crucial na identificação de características de criminosos em casos de homicídios, como os de Fernanda Reinecke Bonin e Bruna Oliveira da Silva. O coordenador do setor, Christian Costa, psicólogo criminal, explica que o perfilamento envolve uma “engenharia reversa” das cenas, permitindo a reconstrução da dinâmica dos crimes. Para isso, ele realizou mais de 6.000 entrevistas em presídios, aprendendo sobre o comportamento dos infratores.

A equipe analisa diversos elementos, como o tipo de ferimento e a posição do corpo das vítimas. Christian destaca que esses detalhes ajudam a determinar se o criminoso é experiente ou iniciante. O laboratório opera de forma independente, sem saber as linhas de investigação dos delegados, o que garante análises imparciais.

No caso de Fernanda, encontrada morta em abril, o perfilamento descartou a hipótese de latrocínio e indicou que se tratava de um crime encomendado. O corpo foi deixado em um local de fácil acesso, sugerindo que os autores conheciam bem a área. Já no caso de Bruna, o perfil detalhou características do suspeito, levando à identificação de um homem conhecido na região por seu comportamento agressivo em relação às mulheres.

Esses casos demonstram a importância do perfilamento criminal no Brasil, que busca trazer respostas técnicas e científicas para investigações, algo que não existia anteriormente no país.

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