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Dono de posto solicita a Toffoli extensão de decisão que favoreceu Yousseff

Carlos Habib Chater pede ao STF anulação de sua condenação, citando abusos semelhantes aos de Alberto Youssef na Lava Jato.

Posto da Torre, em Brasília: o 'marco zero' da Lava-Jato (Foto: Michel Filho/Ag. O Globo)
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  • Carlos Habib Chater, alvo da operação Lava Jato, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a extensão de uma decisão que anulou atos da operação relacionados a Alberto Youssef.
  • Chater argumenta que sua condenação foi marcada por abusos e conluio institucional, assim como ocorreu no caso de Youssef.
  • Ele foi preso em março de 2014 e condenado em 2018 a 10 anos e 11 meses de prisão por irregularidades financeiras.
  • Na petição, Chater afirma que a condução de seu caso foi semelhante à de Youssef, que teve seus atos anulados recentemente.
  • A decisão do ministro Dias Toffoli destacou manipulação de provas e conluio entre o ex-juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

O doleiro Carlos Habib Chater, um dos principais alvos da operação Lava Jato, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a extensão de uma decisão que anulou atos da operação relacionados a Alberto Youssef. Chater argumenta que sua condenação foi marcada por práticas semelhantes de abuso e conluio institucional.

Na petição apresentada ao ministro Dias Toffoli, Chater afirma que sua situação é idêntica à de Youssef, que teve seus atos anulados nesta segunda-feira. “A situação do Requerente é idêntica à do caso paradigma”, destacam os advogados de Chater. Ele foi preso em março de 2014, na fase inicial da Lava Jato, e condenado em 2018 a 10 anos e 11 meses de prisão por irregularidades financeiras.

Alegações de Irregularidades

Chater, que compartilhou a cela com Youssef na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, alega que foram utilizados dados de comunicação obtidos de forma irregular. A decisão de Toffoli, que anulou os atos contra Youssef, apontou a existência de um “conluio” institucional entre o ex-juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal e a PF, com o intuito de manipular provas e forçar delações.

Toffoli classificou a condução da Lava Jato como parte de um projeto de poder, ressaltando a “captação ambiental ilícita” que ocorreu na cela onde Youssef estava detido. A decisão representa um novo revés para os principais envolvidos na operação e amplia o entendimento do STF sobre os abusos cometidos durante as investigações.

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