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Câmeras corporais registram ação de PMs que mataram jovem rendido em operação

Dois policiais são presos por homicídio doloso após matar homem desarmado em Paraisópolis; câmeras corporais registraram a ação.

Imagens de câmeras corporais de PM registraram momento em que agente atira em suspeito que já estava rendido (Foto: Reprodução/TV Globo)
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  • Dois policiais da Polícia Militar de São Paulo foram presos em flagrante por homicídio doloso após matar um homem desarmado na favela de Paraisópolis.
  • O incidente ocorreu na quinta-feira, 10 de agosto, e as câmeras corporais registraram a ação, provando a ilegalidade do ato.
  • Os policiais dispararam contra Igor Oliveira de Moraes Santos, que já estava rendido.
  • A comunidade de Paraisópolis protestou após o ocorrido, bloqueando vias importantes.
  • O governador Tarcísio de Freitas reconheceu a importância das câmeras corporais, que foram ampliadas para 15 mil unidades após um acordo no Supremo Tribunal Federal.

A Polícia Militar de São Paulo prendeu em flagrante dois policiais por homicídio doloso após a morte de um homem desarmado na favela de Paraisópolis. O incidente ocorreu na quinta-feira (10), e as imagens das câmeras corporais, recentemente implementadas, foram cruciais para a comprovação da ilegalidade da ação.

Os cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima dispararam contra Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, que já estava rendido. As câmeras, que possuem ativação remota, registraram a ação, permitindo retroceder 90 segundos na gravação. Apesar de os policiais acreditarem que não estavam sendo filmados, a gravação evidenciou a execução. O coronel Emerson Massera, chefe do departamento de comunicação da PM, afirmou que a ação foi ilegal, pois Igor estava rendido.

Após o ocorrido, a comunidade de Paraisópolis se mobilizou em protestos, bloqueando vias importantes. O uso das câmeras corporais, que havia sido ampliado após um acordo no Supremo Tribunal Federal (STF), se mostrou eficaz na responsabilização dos policiais. O contrato com a empresa Motorola foi aditado, aumentando o número de câmeras para 15 mil, tornando seu uso obrigatório em operações em comunidades vulneráveis.

O governador Tarcísio de Freitas, que inicialmente se opôs ao sistema, reconheceu sua importância como ferramenta de proteção. O Ministério Público acompanha o caso, designando um promotor para investigar a morte de Igor. A Secretaria da Segurança também garantiu que todos os envolvidos serão responsabilizados, destacando que as imagens das câmeras corporais foram determinantes para a prisão dos policiais.

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