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Audiência de testemunhas de Filipe Martins é esvaziada por desistências e decisões judiciais

A defesa de Filipe Martins enfrenta dificuldades com a oitiva de testemunhas, comprometendo sua estratégia na ação penal.

Filipe G. Martins, ex-assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais (Foto: Nilton Fukuda/Estadão)
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  • A audiência de oitiva das testemunhas do ex-assessor especial da Presidência, Filipe Martins, ocorreu em Brasília no dia 16 de julho.
  • Apenas uma das 21 testemunhas convocadas, o general Edson Gonçalves Dias, compareceu, mas não prestou depoimento favorável.
  • O ministro Alexandre de Moraes indeferiu 11 depoimentos, incluindo os de parlamentares como Marcel Van Hattem e Eduardo Girão, por considerá-los irrelevantes.
  • A defesa de Martins alegou falta de tempo para confirmar a presença das testemunhas e desistiu de ouvir alguns nomes, aceitando depoimentos já prestados em outros processos.
  • Apenas o delegado Fábio Shor e a embaixadora Stella Burda foram autorizados a depor em nova data, até o dia 21 de julho.

BRASÍLIA – A audiência de oitiva das testemunhas arroladas pelo ex-assessor especial da Presidência, Filipe Martins, foi marcada por uma série de contratempos. Realizada nesta quarta-feira, 16, apenas uma das 21 testemunhas convocadas compareceu, o general e ex-ministro Edson Gonçalves Dias, que não prestou depoimento a favor de Martins.

O ministro Alexandre de Moraes indeferiu 11 dos depoimentos solicitados, incluindo os de parlamentares como Marcel Van Hattem e Eduardo Girão, alegando que não eram pertinentes ao caso. Moraes destacou que Girão já havia declarado não ter conhecimento sobre os fatos em questão.

A defesa de Martins, que incluiu quatro parlamentares, oito embaixadores e um delegado da Polícia Federal na lista de testemunhas, alegou falta de tempo para confirmar a presença dos depoentes. Apenas alguns deles, como o delegado Fábio Shor e a embaixadora Stella Burda, foram autorizados a depor em nova data, até o dia 21 deste mês. A defesa também desistiu de ouvir outros nomes, aceitando incluir nos autos depoimentos já prestados por testemunhas em outros processos.

A situação levanta questões sobre a estratégia da defesa e a relevância das testemunhas convocadas, em um momento crítico da ação penal que envolve Martins.

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