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Valdemar denuncia pressão de deputados do PL para atacar urnas eletrônicas

Valdemar Costa Neto revela pressão de Bolsonaro e deputados para contestar urnas, resultando em multas de R$ 45,9 milhões ao PL.

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL (Foto: Adriano Machado/Reuters)
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  • Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que contestar as urnas eletrônicas nas eleições de 2022 foi uma decisão tomada sob pressão de deputados e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Ele declarou que essa ação foi contra sua vontade e que sofreu intensa pressão para que o partido questionasse a credibilidade do sistema eleitoral.
  • O PL apresentou um dossiê do Instituto Voto Legal, que alegava falhas nas urnas, resultando em uma multa de R$ 23 milhões para o partido.
  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido do PL e impôs uma multa adicional de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé.
  • Valdemar já havia informado à Polícia Federal que não presenciou irregularidades nas eleições e que orientou a bancada do partido a votar contra o voto impresso.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, revelou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a decisão de contestar as urnas eletrônicas nas eleições de 2022 foi tomada sob pressão de deputados e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a audiência, Valdemar afirmou que essa ação foi realizada contra sua vontade, destacando a pressão intensa que sofreu para que o partido tornasse públicas as dúvidas sobre a credibilidade do sistema eleitoral.

“Pressionado pelos deputados, vazou essa informação de que eu teria essa dúvida nas urnas. Isso foi, inclusive, contra minha vontade”, declarou Valdemar. O PL, sob essa pressão, apresentou um dossiê elaborado pelo Instituto Voto Legal, que alegava possíveis falhas nas urnas, sugerindo que isso poderia comprometer os resultados das eleições. A ação resultou em uma multa de R$ 23 milhões para o partido.

Consequências Financeiras e Legais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou o pedido do PL e impôs uma multa adicional de R$ 22,9 milhões por litigância de má-fé, considerando a ação irresponsável. Valdemar já havia mencionado anteriormente à Polícia Federal que nunca presenciou irregularidades nas eleições e que orientou a bancada do partido a votar contra a implementação do voto impresso.

Essas revelações evidenciam a divisão interna no PL e a complexa relação entre Valdemar e Bolsonaro, que continua a questionar a legitimidade do sistema eleitoral. A situação levanta questões sobre a influência política nas decisões do partido e as implicações financeiras de suas ações judiciais.

Desdobramentos da Ação Penal

Os núcleos 2, 3 e 4 da ação penal relacionada à trama golpista estão em foco, com testemunhas de defesa e acusação prestando depoimentos sobre as tentativas de manter Bolsonaro no poder. O ex-presidente é réu em outra parte do processo, que já está na fase de alegações finais. As oitivas estão agendadas para o período de 14 a 23 de julho.

O STF pretende julgar a trama golpista em setembro, com a expectativa de que o caso seja resolvido ainda em 2025. A situação continua a se desenrolar, com a pressão sobre os envolvidos e as consequências legais se intensificando.

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