- A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou novas evidências que implicam o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma tentativa de golpe de Estado.
- As provas incluem mensagens, depoimentos e documentos que confirmam a elaboração de um decreto golpista e pressão sobre comandantes militares.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a responsabilidade de Bolsonaro nos eventos violentos de 8 de janeiro de 2023.
- Ex-comandantes das Forças Armadas relataram reuniões no Palácio da Alvorada, onde discutiram alternativas à derrota eleitoral, como a declaração de estado de defesa.
- Um áudio de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, revelou que o ex-presidente simplificou o decreto, mas ele alegou que as discussões estavam dentro dos limites constitucionais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou novas evidências que implicam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma tentativa de golpe de Estado. As provas incluem mensagens, depoimentos e documentos que confirmam a elaboração de um decreto golpista e a pressão sobre comandantes militares para que apoiassem a ação.
Durante a investigação, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o material coletado demonstra a responsabilidade de Bolsonaro nos eventos violentos de 8 de janeiro de 2023. Uma das revelações mais significativas foi a minuta de um decreto golpista, que teria sido discutida por Bolsonaro com os líderes das Forças Armadas. O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, relatou em delação premiada que o ex-presidente “enxugou” o decreto, tornando-o mais conciso.
Pressão sobre os Comandantes
Os ex-comandantes Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) e Marco Antônio Freire Gomes (Exército) confirmaram que participaram de reuniões no Palácio da Alvorada, onde foram discutidas alternativas à derrota eleitoral, como a declaração de estado de defesa. Baptista Junior também mencionou que o então comandante da Marinha, Almir Garnier, ofereceu suas tropas a Bolsonaro.
Além disso, os ex-comandantes relataram ter sofrido pressão para aderir ao golpe. Um dos mecanismos de pressão foi um documento intitulado “Carta ao Comandante do Exército de oficiais superiores da ativa do Exército Brasileiro”, que contraria a proibição de manifestações políticas por militares. Após a recusa dos comandantes, ataques nas redes sociais foram incentivados por figuras próximas a Bolsonaro, como o ex-ministro Walter Braga Netto.
Provas e Reações
Um áudio enviado por Mauro Cid a Freire Gomes, datado de 9 de dezembro de 2022, foi uma das provas citadas. Nele, Cid afirmava que Bolsonaro havia simplificado o decreto. O ex-presidente admitiu as conversas, mas alegou que as discussões estavam dentro dos limites constitucionais e que nenhuma ação foi efetivamente implementada.
As investigações continuam a revelar a complexidade das interações entre Bolsonaro e os militares, bem como as tentativas de desestabilizar o processo democrático no Brasil. A PGR busca a condenação do ex-presidente com base nas evidências coletadas, que demonstram uma trama mais ampla envolvendo a tentativa de golpe.
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