- O deputado André Janones foi suspenso por 90 dias pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após ofensas homofóbicas ao deputado Nikolas Ferreira durante uma sessão em 9 de julho.
- A suspensão foi aprovada por 16 votos a 3 e é considerada cautelar, sendo mais rápida que representações comuns.
- O relator do caso, Fausto Santos Jr., afirmou que a conduta de Janones violou o decoro parlamentar e perpetuou estigmas.
- Janones alegou ter sofrido agressões físicas e verbais de deputados do PL e protocolou uma representação no Conselho de Ética, apresentando vídeos como evidência.
- Ele anunciou que recorrerá da decisão e afirmou que a suspensão é uma tentativa de silenciar a oposição.
O deputado André Janones (Avante-MG) foi suspenso por 90 dias pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após ofensas homofóbicas dirigidas ao colega Nikolas Ferreira (PL-MG). O incidente ocorreu durante uma sessão no dia 9 de julho, quando Janones utilizou termos considerados ofensivos, gerando uma intensa discussão entre os parlamentares.
A suspensão é cautelar e foi aprovada por 16 votos a 3, sendo mais rápida do que as representações comuns. O relator do caso, Fausto Santos Jr. (União-AM), destacou que a conduta de Janones violou o decoro parlamentar, afirmando que suas palavras perpetuam estigmas e marginalizam grupos vulneráveis. Janones, por sua vez, defendeu-se alegando que não cometeu homofobia, referindo-se a Nikolas como “Nikole” em resposta a declarações transfóbicas do colega.
Agressões e Representação
Após o episódio, Janones alegou ter sofrido agressões físicas e verbais por parte de deputados do PL. Ele afirmou que foi cercado e apalpado, protocolando uma representação no mesmo Conselho de Ética para investigar as agressões, apresentando vídeos que documentam os acontecimentos. O deputado afirmou que a suspensão é uma tentativa de silenciar a oposição e que não se arrepende de sua conduta.
A situação gerou um clima tenso na Câmara, refletindo as divisões políticas em torno de questões de gênero e sexualidade. Janones anunciou que recorrerá da decisão de suspensão, destacando que a punição é um marco histórico, sendo a primeira vez que alguém é punido por ser agredido. A defesa de Janones contestou a votação, alegando falta de provas e motivação política na denúncia, enquanto a oposição pleiteava uma punição mais severa.
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