- Malik Rawyell Giacomini Izídio, um bebê nascido em casa no Rio de Janeiro, não possui registro de nascimento.
- A falta de documentação impede o acesso a serviços essenciais, como vacinação e matrícula em creches.
- Os pais, Rayuru Reges Sampaio Izídio e Kelly Fernanda Giacomini, enfrentam dificuldades burocráticas após o parto domiciliar.
- O cartório se recusou a registrar a criança, exigindo testemunhas para confirmar o nascimento, mesmo após decisão judicial favorável.
- A situação gera insegurança para a família, que teme perder a guarda do filho devido à falta de documentação.
Malik Rawyell Giacomini Izídio, um bebê de um ano, enfrenta dificuldades legais por não ter registro de nascimento. Nascido em casa em 5 de junho de 2024, no Rio de Janeiro, ele não possui certidão, o que impede acesso a serviços essenciais como vacinação e matrícula em creches.
Os pais de Malik, Rayuru Reges Sampaio Izídio e Kelly Fernanda Giacomini, enfrentam um dilema burocrático. Após o parto domiciliar, receberam uma declaração de nascido-vivo, mas o cartório se recusou a registrar a criança, exigindo testemunhas que confirmassem o nascimento. A situação se agravou após uma decisão judicial que determinou o registro, mas o cartório alegou a necessidade de uma certidão em trânsito em julgado.
A família, que se mudou do Mato Grosso em busca de melhores oportunidades, já enfrentou dificuldades financeiras. Rayuru, que trabalha como serralheiro, expressou preocupação com a possibilidade de perder a guarda do filho devido à falta de documentação. “Sem o registro, é como se ele não existisse para o governo,” afirmou.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro esclareceu que a exigência de testemunhas é uma medida para prevenir fraudes. Embora a juíza tenha homologado os depoimentos, o registro só poderá ser feito após a certificação do trânsito em julgado, o que gera incertezas para a família. A situação de Malik exemplifica os desafios enfrentados por muitos que lidam com a burocracia no Brasil.
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