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Iphan pede suspensão de obras no Canal de Itaipu por risco a sítios arqueológicos

Iphan interrompe obras no Canal de Itaipu por falta de autorização e destaca riscos a sítios arqueológicos na região.

Canal de Itaipu: Iphan vê risco de impacto em região de sítios arqueológicos por conta de obra da prefeitura (Foto: Milton C. Filho)
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  • O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou a paralisação imediata das obras de recuperação e desobstrução do Canal de Itaipu, na Região Oceânica.
  • O Iphan alegou que as intervenções ocorrem sem a devida autorização e em áreas próximas a três sítios arqueológicos importantes.
  • A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patrícia Regina Corrêa Wanzeller, destacou a falta de acompanhamento técnico autorizado nas atividades.
  • O Núcleo de Pesquisas Arqueológicas Indígenas (NuPAI) reconheceu a importância das obras para pescadores, mas enfatizou a necessidade de seguir os trâmites legais.
  • A prefeitura informou que o Consórcio Lagoa Itaipu aguarda um parecer final do Iphan para dar continuidade ao projeto.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou a paralisação imediata das obras de recuperação e desobstrução do Canal de Itaipu, na Região Oceânica. O órgão alegou que as intervenções estão sendo realizadas sem a devida autorização e em áreas próximas a três sítios arqueológicos de grande importância: o Sítio Arqueológico de Itaipu, o Sítio Duna Pequena e o Sambaqui de Camboinhas.

A superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patrícia Regina Corrêa Wanzeller, enfatizou que as atividades não seguem os procedimentos legais exigidos, pois não possuem acompanhamento técnico autorizado. O ofício do Iphan destaca que o Sítio Arqueológico de Itaipu está sujeito a assoreamento e que qualquer atividade nas proximidades deve ser monitorada por profissionais qualificados. Além disso, os pareceres técnicos anteriores não autorizam o início das obras, e a continuidade sem a anuência do instituto infringe normas de proteção ao patrimônio cultural.

Posição do NuPAI e da Prefeitura

O Núcleo de Pesquisas Arqueológicas Indígenas (NuPAI), da Uerj, também se manifestou, reconhecendo a relevância das obras para os pescadores artesanais da região, mas reforçando a necessidade de seguir os trâmites legais. O coordenador do núcleo, Anderson Marques, afirmou que intervenções desse porte devem respeitar os ritos do licenciamento ambiental, que inclui o licenciamento arqueológico.

A prefeitura, por sua vez, informou que o Consórcio Lagoa Itaipu, responsável pelas obras, tem mantido diálogo com o Iphan desde 2024 e aguarda um parecer final do órgão para dar continuidade ao projeto. A situação destaca a tensão entre a necessidade de desenvolvimento e a preservação do patrimônio cultural na região.

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