- O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou ataques aéreos israelenses que mataram ao menos 50 civis palestinos, incluindo crianças, em Nusseirat, na Faixa de Gaza.
- As vítimas estavam em uma fila para obter água potável. O Exército de Israel alegou que o ataque foi um “erro técnico”.
- O Itamaraty expressou indignação e destacou o alto número de mulheres e crianças entre os mortos.
- O Brasil anunciou a intenção de ingressar em uma ação na Corte Internacional de Justiça contra Israel por genocídio, proposta inicialmente pela África do Sul.
- A situação entre Brasil e Israel se deteriorou, afetando relações políticas e comerciais, enquanto a pressão interna por uma postura mais firme em relação à causa palestina aumenta.
BRASÍLIA – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou os ataques aéreos israelenses que resultaram na morte de ao menos 50 civis palestinos, incluindo crianças, na Faixa de Gaza. O ataque ocorreu em Nusseirat, onde as vítimas estavam em uma fila para obter água potável. O Exército de Israel classificou o incidente como um “erro técnico”, afirmando que o alvo era um membro da Jihad Islâmica.
O Itamaraty divulgou um comunicado expressando sua indignação. “O governo brasileiro condena as operações israelenses que resultaram em dezenas de mortes, com alto número de mulheres e crianças palestinas entre elas,” destacou a nota. O ataque em Nusseirat intensificou as críticas ao governo israelense, que já enfrentava uma crise diplomática com o Brasil.
Ação na Corte Internacional de Justiça
Além das condenações, o Brasil anunciou sua intenção de ingressar em uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ) contra Israel por genocídio. O chanceler Mauro Vieira confirmou que o país formalizará seu pedido em breve. A ação foi inicialmente proposta pela África do Sul, que acusa Israel de crimes contra a população palestina durante o conflito com o Hamas.
O Brasil se junta a outros países, como Colômbia e Líbia, que já intervieram no processo. Embora tenha endossado politicamente a ação, o governo brasileiro ainda não havia formalizado sua participação até agora. A situação entre Brasil e Israel se deteriorou, afetando relações políticas e comerciais, além da cooperação em defesa.
O Itamaraty lamentou que as novas mortes se somem às cerca de 800 ocorridas nas últimas semanas em Gaza, muitas delas em postos de ajuda humanitária controlados por Israel. A pressão interna por uma postura mais firme em relação à causa palestina continua a crescer, enquanto o governo busca manter um canal de diálogo, apesar das tensões.
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