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Ex-premiê de Israel classifica ‘cidade humanitária’ em Gaza como campo de concentração

Ex-primeiro-ministro critica proposta de "cidade humanitária" em Gaza, acusando Israel de limpeza étnica e desvio de objetivos militares.

Ehud Olmert, ex-primeiro-ministro de Israel, fotografado durante evento em Jerusalém no começo de maio (Foto: Ahmad Gharabli/AFP)
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, propôs a criação de uma “cidade humanitária” em Rafah, na Faixa de Gaza.
  • O ex-primeiro-ministro Ehud Olmert criticou a proposta, chamando-a de campo de concentração e afirmando que representa limpeza étnica.
  • O plano visa abrigar inicialmente 600 mil palestinos, com possibilidade de expansão para toda a população da região.
  • A proposta gerou reações negativas de especialistas e organizações internacionais, incluindo a Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).
  • O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, também se opôs ao plano, que está sendo discutido durante um cessar-fogo de 60 dias em negociação com o Hamas.

A proposta do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, de criar uma “cidade humanitária” em Rafah, na Faixa de Gaza, gerou forte controvérsia. O ex-primeiro-ministro Ehud Olmert a classificou como um campo de concentração, afirmando que a medida representa uma forma de limpeza étnica. O plano visa abrigar inicialmente 600 mil palestinos, com a possibilidade de expandir para toda a população da região.

Olmert criticou a proposta em entrevista ao *Guardian*, destacando que os palestinos não teriam permissão para sair da área, exceto para outros países. Ele alertou que essa estratégia não busca proteger os civis, mas sim deportá-los. “Se eles forem deportados para a nova ‘cidade humanitária’, isso é limpeza étnica”, afirmou Olmert.

A proposta gerou reações negativas de especialistas e organizações internacionais. A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) comparou a ideia a um campo de concentração, enquanto o ministro britânico para o Oriente Médio, Hamish Falconer, expressou preocupação com o direito dos civis de retornarem às suas casas.

Dentro do governo israelense, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, também criticou o plano, considerando que ele desvia a atenção dos objetivos principais da guerra, que são eliminar o Hamas e libertar os reféns. O projeto, que conta com o apoio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está sendo discutido em meio a um cessar-fogo de 60 dias em negociação com o Hamas.

Olmert, que liderou Israel de 2006 a 2009, expressou sua indignação com a atual situação em Gaza e a violência crescente na Cisjordânia. Ele destacou que a campanha militar de Israel se transformou em uma série de crimes de guerra, e que a pressão internacional pode ser um fator para mudanças nas atitudes israelenses.

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