- A família Bolsonaro e seus apoiadores pedem uma anistia ampla para o ex-presidente Jair Bolsonaro após tarifas de 50% impostas por Donald Trump ao Brasil.
- Parlamentares, incluindo líderes do centrão, consideram a proposta de anistia inviável e preferem focar nas tarifas.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, critica a ingerência externa e busca negociar uma resposta às tarifas.
- O deputado Rafael Brito (MDB-AL) ironizou a anistia, afirmando que sua aprovação é “zero”.
- O governo brasileiro prepara uma resposta às tarifas, utilizando a lei de reciprocidade aprovada recentemente.
A família Bolsonaro e seus apoiadores têm defendido uma anistia ampla para o ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente após a imposição de tarifas de 50% por Donald Trump, que impactam o Brasil. No entanto, essa proposta enfrenta resistência no Congresso. Parlamentares, incluindo líderes do centrão, afirmam que a anistia é inviável e que o foco deve ser nas tarifas.
O presidente Lula criticou a ingerência externa e busca negociar uma resposta. Líderes da Câmara dos Deputados, consultados pela Folha, preferem não misturar os dois assuntos e priorizam a discussão sobre as tarifas. O deputado Rafael Brito (MDB-AL) ironizou a proposta de anistia, sugerindo que seria mais fácil pedir a anexação do Brasil ao Canadá. Para ele, a chance de aprovação da anistia é “zero”.
Bolsonaristas reconhecem que o clima no centrão para votar a anistia está deteriorado. A percepção é de que aprovar a medida seria uma rendição à pressão externa. O deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos EUA, afirmou que não há negociação sem uma “anistia ampla, geral e irrestrita”. Ele e seus irmãos têm defendido que a solução para as tarifas está diretamente ligada à anistia para Jair Bolsonaro, que enfrenta ações penais no STF.
Reação do Governo
Lula, por sua vez, tem enfatizado que o Brasil não aceitará ser tutelado por ninguém. Ele também acusou a família Bolsonaro de agir contra os interesses nacionais. O governo brasileiro está preparando uma resposta às tarifas, utilizando a lei de reciprocidade aprovada recentemente, que permite ações equivalentes em resposta a medidas unilaterais.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que a responsabilidade de resolver o problema das tarifas é do governo Lula, enquanto a esquerda e a base do presidente culpam o bolsonarismo pela sobretaxa imposta por Trump. A situação permanece tensa, com o Congresso ainda sem um consenso sobre como proceder em relação à anistia e às tarifas.
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