- A Polícia Federal investiga o deputado federal Júnior Mano, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), por desvio de emendas parlamentares em 51 prefeituras do Ceará.
- A operação faz parte de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e apura fraudes em licitações e indícios de participação de facções criminosas.
- Júnior Mano pediu desculpas aos colegas do PSB, afirmando que seu nome foi envolvido devido a disputas políticas locais.
- A investigação aponta que o deputado teria um papel central no desvio de recursos, que seriam usados para comprar votos e financiar campanhas eleitorais.
- O PSB aguarda esclarecimentos antes de tomar decisões sobre a situação do deputado, mas expressa preocupação com as acusações.
A Polícia Federal (PF) investiga o deputado federal Júnior Mano, do PSB, por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares em 51 prefeituras do Ceará. A operação, que faz parte de um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF), apura fraudes em licitações e indícios de participação de facções criminosas.
A situação gerou desconforto dentro do PSB, onde Júnior Mano é filiado e integra a base de apoio ao governo Lula. Após a operação, que incluiu a busca em seu gabinete, o deputado pediu desculpas aos colegas em um grupo de WhatsApp, alegando que seu nome no caso é resultado de disputas políticas locais.
De acordo com a PF, o deputado teria desempenhado um papel central no desvio de recursos públicos, que eram direcionados a municípios que, por sua vez, fraudavam licitações para contratar empresas ligadas a aliados de Mano. Os recursos desviados, conforme a investigação, seriam utilizados para comprar votos e financiar campanhas de políticos apoiados por ele nas eleições de 2024.
Indícios de Facções Criminosas
A investigação também revela indícios de que facções criminosas, como os Guardiões do Estado (GDE), estariam envolvidas no esquema. Um dos pontos críticos é a identificação de uma integrante da campanha de um aliado de Júnior Mano em Canindé, que é conhecida por sua ligação com o tráfico de drogas e com os GDE. Essa mulher liderava o comitê eleitoral do candidato apoiado pelo deputado na região.
O PSB, por sua vez, emitiu uma nota protocolar afirmando que aguardará os esclarecimentos sobre a situação antes de tomar qualquer decisão em relação ao deputado. Contudo, lideranças do partido expressam preocupação com a gravidade das acusações e o impacto que isso pode ter na imagem da legenda.
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