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Milton Leite mantém poder político e influencia novos apadrinhados na Câmara de SP

Milton Leite mantém influência política com 20 indicações em órgãos públicos, mesmo após mudanças que tentam limitar seu poder na Câmara.

Prefeito Ricardo Nunes (à esquerda), com o presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (Foto: André Bueno/Rede Câmara)
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  • Milton Leite, ex-vereador de São Paulo e ex-presidente da Câmara Municipal, mantém influência política mesmo sem mandato desde janeiro.
  • Ele possui 20 indicações em órgãos públicos e busca liderar a federação do União com o Partido Progressista (PP).
  • Recentemente, foram alteradas as regras de reeleição na Câmara, limitando o mandato do presidente a uma única reeleição, visando reduzir seu poder.
  • O novo presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, mantém comunicação frequente com Leite, que continua ativo na política local.
  • Leite planeja fortalecer a bancada do União nas eleições de 2026, apesar das tentativas de limitar sua influência.

Milton Leite, ex-vereador de São Paulo e ex-presidente da Câmara Municipal, mantém sua influência política mesmo sem mandato desde janeiro. Com um histórico de poder, ele acumula 20 indicações em órgãos públicos e busca liderar a federação do União com o PP.

Recentemente, houve uma mudança nas regras de reeleição na Câmara, que visa limitar o poder de Leite. O novo presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, afirmou que ainda se comunica frequentemente com Leite, que continua ativo em eventos públicos e na política local. Durante sua gestão, Leite foi presidente da Câmara por quatro mandatos consecutivos, período em que a Casa aprovou diversas demandas do atual prefeito, Ricardo Nunes.

A influência de Leite se reflete na manutenção de funcionários escolhidos durante sua gestão e em indicações de apadrinhados na prefeitura. Entre eles, destaca-se Edileuza Cruz de Souza, mãe de sua ex-namorada, que recebe R$ 11 mil mensais como assessora. Leite também possui familiares e aliados em cargos na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas do Município.

A pressão para limitar sua influência culminou na aprovação de um projeto que restringe a reeleição do presidente da Câmara a apenas uma vez. Essa mudança, que reverte uma alteração feita em 2022, é vista como uma tentativa de reduzir o poder de Leite, que ainda se considera uma figura central na política local. Ele afirma que, se retornasse à Câmara, seria o mais votado novamente.

Leite também está focado em fortalecer a bancada do União no Congresso, com planos de apoiar vereadores aliados nas eleições de 2026. Apesar das tentativas de limitar sua influência, sua presença continua forte na política paulista.

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