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Hillary Clinton critica Trump por apoiar Bolsonaro e chama-o de ‘amigo corrupto’

Trump impõe tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, enquanto Lula contesta e destaca déficit comercial de R$ 410 bilhões com os EUA.

Donald Trump e Jair Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR)
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  • A relação entre Estados Unidos e Brasil se deteriorou após o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo carne bovina, feito pelo ex-presidente Donald Trump em 9 de julho.
  • A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou a medida, afirmando que ela beneficiaria um “amigo corrupto”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • Clinton alertou que os consumidores americanos enfrentariam aumento nos preços e criticou os republicanos por apoiar Trump em questões comerciais.
  • O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, contestou as tarifas, afirmando que Trump está mal informado sobre a balança comercial, que apresenta um déficit acumulado de 410 bilhões de dólares nos últimos 15 anos.
  • A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) expressou preocupação com o impacto das tarifas no comércio internacional e na segurança alimentar global.

A tensão entre Estados Unidos e Brasil aumentou após o presidente Donald Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo carne bovina. A medida, divulgada em 9 de julho, é uma resposta ao que Trump considera uma “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta diversas acusações de corrupção.

A ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, criticou a decisão de Trump, afirmando que os consumidores americanos enfrentarão um aumento nos preços dos produtos, especialmente da carne. Em uma postagem na rede social Threads, Clinton destacou que a tarifa é uma forma de proteger um “amigo corrupto”, referindo-se a Bolsonaro. Ela também criticou os republicanos no Congresso, sugerindo que estão cedendo poder a Trump em questões de política comercial.

Resposta do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se contra as tarifas, desafiando a taxação e afirmando que Trump está “mal informado” sobre a balança comercial entre os dois países. Lula ressaltou que o Brasil tem um déficit acumulado de 410 bilhões de dólares com os EUA nos últimos 15 anos. Ele também mencionou que, se necessário, aplicará a Lei da Reciprocidade, que permite tarifas semelhantes em resposta a ações de outros países.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) expressou preocupação com a medida, considerando-a um obstáculo ao comércio internacional e um risco à segurança alimentar global. A decisão de Trump pode impactar significativamente o comércio de carne bovina entre os dois países, gerando incertezas para os produtores brasileiros.

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