- Um tribunal de apelação dos Estados Unidos anulou o acordo de culpabilidade de Khalid Sheikh Mohammed, mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001.
- A decisão, tomada por uma maioria de dois a um, valida a revogação feita pelo ex-secretário de Defesa Lloyd Austin em agosto de 2024.
- O acordo previa que Mohammed e dois co-réus se declarassem culpados em troca de uma pena de prisão perpétua, evitando um julgamento que poderia resultar em pena de morte.
- O tribunal afirmou que Austin agiu dentro de sua autoridade e que o juiz militar cometeu “erros indiscutíveis” em sua avaliação.
- As audiências prévias ao julgamento se arrastam há mais de uma década, complicadas por alegações de tortura durante a custódia dos EUA.
Um tribunal de apelação dos Estados Unidos anulou o acordo de culpabilidade de Khalid Sheikh Mohammed, considerado o “mentor” dos ataques de 11 de setembro de 2001. A decisão, tomada por uma maioria de dois a um, valida a revogação feita pelo ex-secretário de Defesa Lloyd Austin em agosto de 2024, que impediu que Mohammed e dois co-réus evitassem a pena de morte.
O tribunal argumentou que Austin agiu dentro de sua autoridade ao anular o acordo, que havia sido negociado por mais de dois anos. O juiz militar, segundo a corte, cometeu “erros indiscutíveis” em sua avaliação. Mohammed, Walid bin Attash e Mustafa al-Hawsawi estão detidos na base de Guantánamo e enfrentam acusações de terrorismo e assassinato, resultando na morte de quase 3 mil pessoas.
O acordo de culpabilidade previa que os réus se declarassem culpados de conspiração em troca de uma pena de prisão perpétua, evitando um julgamento que poderia culminar na execução. Além disso, as famílias das vítimas teriam a oportunidade de questionar Mohammed, que deveria responder de forma completa e verdadeira.
Implicações do Julgamento
A rejeição do acordo gerou reações diversas entre os familiares das vítimas. Enquanto alguns defendem que um julgamento completo é crucial para a justiça, outros viam o acordo como uma chance de obter respostas e encerrar um capítulo doloroso. As audiências prévias ao julgamento se arrastam há mais de uma década, complicadas por alegações de tortura que os réus enfrentaram durante a custódia dos EUA.
Khalid Sheikh Mohammed, capturado em 2003, é conhecido por uma imagem icônica tirada na noite de sua captura, com cabelos despenteados e vestindo um pijama branco. Ele foi transferido para Guantánamo em setembro de 2006. A situação legal de Mohammed continua a evoluir, com a possibilidade de novos desdobramentos no futuro.
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