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Parentesco entre denunciante e conselheiro de contas é usado por grupo de Raquel Lyra

TCE mantém suspensão de contratos publicitários de R$ 1,2 bilhão do governo Raquel Lyra, apesar de críticas sobre imparcialidade do conselheiro.

Raquel Lyra: contratos suspensos no TCE, mas com recurso adiante (Foto: Willian Volcov/Valor)
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  • O Tribunal de Contas de Pernambuco decidiu manter a suspensão dos contratos de publicidade do governo de Raquel Lyra, que totalizariam R$ 1,2 bilhão em dez anos.
  • A votação foi unânime e ocorreu em um contexto de tensão política, especialmente entre Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos.
  • O conselheiro Carlos Neves, que votou pela suspensão, é primo do denunciante Pedro Queiroz Neves, levantando suspeitas sobre sua imparcialidade.
  • O Tribunal de Contas defendeu a atuação de Neves, afirmando que sua participação não foi influenciada pela relação familiar.
  • A interinidade de Neves na presidência do Tribunal durante a avaliação dos contratos também gerou críticas, mas o tribunal reiterou que não houve impedimentos para sua participação.

A 1ª Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco decidiu, por unanimidade, manter a suspensão dos contratos de publicidade do governo de Raquel Lyra, que totalizariam R$ 1,2 bilhão em dez anos. A medida gerou polêmica entre os grupos políticos, especialmente devido ao voto do conselheiro Carlos Neves, que é primo do denunciante Pedro Queiroz Neves.

A votação ocorreu em um momento tenso, com o TCE sendo um dos palcos da disputa política entre Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos, que também enfrenta investigações por possíveis irregularidades em contratos da prefeitura. O laço familiar entre Carlos Neves e o denunciante levantou questionamentos sobre sua imparcialidade, levando a um pedido de suspeição.

O TCE, em resposta às críticas, afirmou que Neves atuou de forma correta e que sua participação no julgamento não foi influenciada por sua relação familiar. O tribunal destacou que a responsabilidade de relatar o caso coube ao conselheiro Eduardo Porto, que já havia suspendido os pagamentos antes da votação.

Além disso, a interinidade de Neves na presidência do TCE durante a avaliação dos contratos também gerou críticas. O tribunal reiterou que a atuação de Neves foi apenas como julgador e que não houve impedimentos para sua participação no caso. A situação continua a ser monitorada, com ambos os lados da disputa política acusando o TCE de ser utilizado como ferramenta por seus adversários.

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