- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante um evento em Linhares, Espírito Santo.
- Lula afirmou que Bolsonaro enviou o filho, Eduardo Bolsonaro, aos Estados Unidos para buscar ajuda de Donald Trump, visando evitar punições legais relacionadas a processos por tentativa de golpe de Estado.
- Ele chamou Eduardo de “coisa covarde” e ironizou sua falta de caráter ao pedir a Trump que não taxasse produtos brasileiros em troca de apoio.
- Lula também comentou sobre a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Trump, destacando que os Estados Unidos não têm déficit comercial com o Brasil.
- O presidente comparou os eventos de 8 de janeiro em Brasília à invasão do Capitólio nos Estados Unidos, afirmando que Bolsonaro será julgado com base nas evidências apresentadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante um evento em Linhares, Espírito Santo, afirmando que ele enviou o filho, Eduardo Bolsonaro, aos Estados Unidos para buscar ajuda de Donald Trump. Lula descreveu essa ação como uma tentativa de evitar punições legais relacionadas a processos por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula chamou Eduardo Bolsonaro de “coisa covarde”, ironizando sua falta de caráter ao pedir a Trump que não taxasse produtos brasileiros em troca de apoio para seu pai. “A coisa mandou um filho, que é deputado, se afastar da Câmara para ir lá ficar pedindo: ‘Trump, pelo amor de Deus, salva meu pai, não deixa meu pai ser preso’”, declarou Lula.
O presidente também comentou sobre a recente decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afirmando que os Estados Unidos não têm déficit comercial com o Brasil, mas sim o contrário. “Eu que deveria taxar eles”, afirmou Lula, ressaltando que o presidente norte-americano está mal informado sobre a relação comercial entre os países.
Além disso, Lula fez uma comparação entre os eventos de 8 de janeiro em Brasília e a invasão do Capitólio nos EUA, destacando que, se Trump fosse brasileiro, ele seria preso por suas ações. O presidente enfatizou que o Poder Judiciário é autônomo e que Bolsonaro será julgado com base nas evidências apresentadas.
Lula também mencionou que as denúncias contra Bolsonaro vêm de seus próprios aliados, incluindo generais e seu ex-ajudante de ordens, que se tornaram delatores no caso. O ex-comandante da Força Aérea Brasileira e o ex-chefe do Exército confirmaram que Bolsonaro discutiu a possibilidade de ações extremas para impedir a posse de Lula em 2022.
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