- Uma operação policial em Paraisópolis, São Paulo, resultou na morte de dois homens na tarde de quinta-feira, 10.
- Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, foi baleado dentro de uma casa durante a ação, que visava combater o tráfico de drogas.
- A Polícia Militar (PM) inicialmente associou a residência a uma “casa-bomba”, mas depois reconheceu um erro na comunicação.
- Após a morte de Igor, moradores protestaram, bloqueando ruas e incendiando veículos. Durante os confrontos, Rafael Silva, de 29 anos, também foi morto.
- A Secretaria de Segurança Pública informou que as mortes estão sendo investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e que a PM instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM).
Uma operação policial em Paraisópolis, uma das maiores favelas de São Paulo, resultou na morte de dois homens na tarde de quinta-feira, 10. A ação ocorreu após denúncias de tráfico de drogas na comunidade, gerando protestos intensos entre os moradores.
Durante a abordagem, Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, foi baleado e morreu dentro da casa de uma moradora, que estava ausente no momento. A Polícia Militar (PM) divulgou imagens da residência associando-a a uma casa-bomba, mas posteriormente admitiu que houve um erro na comunicação. O coronel Emerson Massera, porta-voz da PM, afirmou que a casa não era o alvo da operação e que as drogas encontradas pertenciam aos criminosos que fugiram para lá.
Após a morte de Igor, a tensão aumentou na comunidade. Moradores iniciaram protestos, bloqueando ruas e incendiando veículos. À noite, um segundo homem, Rafael Silva, de 29 anos, foi morto durante os confrontos com a polícia, que alegou ter sido recebida a tiros. Um policial também ficou ferido e foi levado ao Hospital Albert Einstein.
Reação da Comunidade
Os protestos em Paraisópolis resultaram em um clima de tensão. Barricadas foram erguidas em avenidas importantes, como a Giovanni Gronchi, e o Corpo de Bombeiros registrou pelo menos 20 focos de incêndio. A situação levou a mudanças nos itinerários de quatro linhas de ônibus que atendem a região.
A Secretaria de Segurança Pública informou que os policiais estavam investigando denúncias de tráfico quando a operação se intensificou. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga as mortes, enquanto a PM instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. A comunidade, com cerca de 58.527 habitantes, já enfrenta problemas recorrentes relacionados ao tráfico e à violência policial, refletindo um ciclo de tensão que persiste na região.
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