- A China negou armazenar ilegalmente dados pessoais de usuários do TikTok em seus servidores.
- A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em resposta à investigação da União Europeia (UE).
- A Autoridade Irlandesa de Proteção de Dados anunciou a investigação após o TikTok ser multado em € 530 milhões por falhas na proteção de dados.
- O TikTok, que possui 1,5 bilhão de usuários, pertence ao grupo chinês ByteDance e enfrenta crescente escrutínio de governos ocidentais.
- A investigação se concentra no armazenamento de dados pessoais de usuários europeus em servidores na China, levantando preocupações sobre segurança e privacidade.
A China rejeitou nesta sexta-feira as alegações de que armazena ilegalmente dados pessoais de usuários do TikTok em seus servidores. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, em resposta à investigação iniciada pela União Europeia (UE) sobre a plataforma.
Mao afirmou que o governo chinês “atribui grande importância à confidencialidade e segurança dos dados” e que nunca exigiu que empresas coletassem ou armazenassem dados de forma ilegal. A Autoridade Irlandesa de Proteção de Dados, que atua em nome da UE, anunciou a investigação após o TikTok ser multado em maio em 530 milhões de euros por falhas na proteção de dados de usuários europeus.
A plataforma, que conta com 1,5 bilhão de usuários, pertence ao grupo chinês ByteDance e tem enfrentado crescente escrutínio de governos ocidentais. As preocupações giram em torno de seus vínculos com o governo da China e o potencial uso de dados para espionagem ou propaganda. A investigação atual se concentra no armazenamento de dados pessoais de usuários europeus em servidores localizados na China, o que levanta questões sobre a segurança e privacidade das informações.
O TikTok já havia sido alvo de críticas por não garantir proteção suficiente dos dados, que podem ser acessados remotamente da China, mas são armazenados fora do país. A situação continua a evoluir, com a UE buscando garantir que as normas de proteção de dados sejam respeitadas por plataformas digitais operando em seu território.
Entre na conversa da comunidade