- Bill Gates, cofundador da Microsoft, afirmou que é possível reverter os cortes em financiamentos de ajuda internacional feitos pela administração Trump.
- Ele destacou a falta de medicamentos e suprimentos essenciais na África, que já resultaram em mortes.
- Os cortes afetaram a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e o Programa de Emergência de Prevenção da AIDS (PEPFAR).
- Gates mencionou que medicamentos para HIV em crianças estão em falta e que suprimentos estão prestes a expirar.
- Ele também criticou a escassez de oxigênio para recém-nascidos e medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis, ressaltando a urgência da situação.
Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, alertou que ainda é possível reverter os cortes em financiamentos de ajuda internacional promovidos pela administração Trump. Em uma postagem recente, Gates destacou a falta de medicamentos e suprimentos essenciais na África, afirmando que as reduções já resultaram em mortes.
Os cortes, que afetaram a USAID e o PEPFAR, foram implementados com a colocação de funcionários da USAID em licença administrativa. Gates mencionou que os efeitos devastadores dessas reduções são totalmente evitáveis e que a situação atual é alarmante. Um trabalhador humanitário na África relatou que remédios para HIV em crianças não chegam há meses, e os suprimentos existentes estão prestes a expirar.
Além disso, há uma escassez de tubos de oxigênio para recém-nascidos e medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis. O Secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que a assistência dos EUA será direcionada e limitada no tempo, enquanto a USAID foi incorporada ao Departamento de Estado. A revisão do financiamento do PEPFAR está em andamento, conforme informado por um porta-voz.
Gates, que preside a Fundação Gates, tem colaborado com a USAID por anos e investido bilhões em saúde global. Em uma visita à Etiópia, ele afirmou que os cortes abruptos em programas de ajuda estão causando interrupções significativas em tratamentos e que medicamentos estão parados em armazéns. A fundação também se opõe ao fim do apoio à Gavi, a aliança de vacinas que Gates ajudou a criar.
Recentemente, Gates anunciou que pretende doar quase toda a sua fortuna nos próximos 20 anos, em meio a cortes de ajuda global que somam bilhões de dólares. A situação atual levanta preocupações sobre o futuro da assistência internacional e suas consequências para a saúde pública em regiões vulneráveis.
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