- O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, pediu o arquivamento da investigação que o indiciou por obstrução das apurações sobre espionagem ilegal.
- A Polícia Federal já havia indiciado Corrêa e mais 35 pessoas em junho, após investigar o uso do software FirstMile para monitorar opositores.
- Os advogados de Corrêa alegam falta de evidências e afirmam que muitos atos considerados obstrução ocorreram antes do início das investigações.
- Corrêa enfrenta pressão para renunciar ao cargo, com servidores da Abin pedindo sua saída devido à insustentabilidade da situação atual da agência.
- A Procuradoria Geral da República avalia se apresentará denúncias ao Supremo Tribunal Federal contra os indiciados.
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa, solicitou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o arquivamento da investigação que o indiciou por suposta obstrução das apurações sobre um esquema de espionagem ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal já havia indiciado Corrêa e mais 35 pessoas em junho, após concluir a apuração sobre a espionagem clandestina de opositores.
Os advogados de Corrêa argumentam que não há evidências suficientes para justificar o indiciamento, afirmando que a acusação carece de lógica. Eles destacam que muitos dos atos considerados como obstrução ocorreram antes do início das investigações. Além disso, questionam a permanência de Corrêa no cargo durante o governo Lula, sugerindo que isso contradiz a acusação de que ele teria tentado acobertar a instrumentalização da Abin.
Pressão e Reações
Corrêa enfrenta pressão interna para renunciar ao cargo. Servidores da Abin, representados pela diretoria executiva da Intelis, manifestaram descontentamento e pediram sua saída, alegando que a situação atual da agência é insustentável. A nota da Intelis afirma que os associados desejam “dar um basta à degradação geral da Abin”.
A investigação, que começou em 2023, apura o uso do software espião FirstMile para monitorar ilegalmente jornalistas, advogados, parlamentares e ministros do STF. A Procuradoria Geral da República agora avalia se apresentará denúncias ao Supremo Tribunal Federal contra os indiciados.
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