- A Casa Franciscana, no Cambuci, São Paulo, encerrará suas atividades em 16 de agosto, afetando 350 adultos e 50 crianças que recebem refeições e serviços de apoio.
- A decisão foi comunicada em um ofício de 15 de junho, informando sobre o “encerramento unilateral da parceria” com a prefeitura.
- A gestão municipal afirma que a decisão foi consensual, mas usuários e trabalhadores expressaram descontentamento.
- Além do fechamento da Casa Franciscana, 80 leitos da Operação Baixas Temperaturas também serão desativados antes do fim do inverno.
- A prefeitura garante que o atendimento à população em situação de rua não será comprometido e que todos passarão por análise para realocação em outros serviços.
A Casa Franciscana, localizada no Cambuci, São Paulo, encerrará suas atividades em 16 de agosto, afetando cerca de 350 adultos e 50 crianças que recebem refeições e serviços de apoio. O espaço, que opera há cinco anos, é conveniado com a prefeitura e oferece refeições, acompanhamento especializado e atividades culturais.
A decisão de encerrar o serviço foi comunicada em um ofício datado de 15 de junho, que notificou a Sefras (Ação Social Franciscana) sobre o “encerramento unilateral da parceria”. A prefeitura, por sua vez, afirma que a decisão foi resultado de um “amplo diálogo e consenso”, embora usuários e trabalhadores do local tenham expressado descontentamento.
Além do fechamento da Casa Franciscana, 80 leitos da Operação Baixas Temperaturas também serão desativados, o que ocorre mais de um mês antes do término do inverno. A gestão municipal garante que o atendimento à população em situação de rua não será comprometido, afirmando que todos os atendidos passarão por uma análise individual para realocação em outros serviços.
Impacto na Comunidade
Usuários da Casa Franciscana relatam dificuldades, como a proibição de deixar carroças na rua durante as visitas ao núcleo. A zeladoria da área é realizada duas vezes ao dia, e há relatos de que as ruas são molhadas à tarde para evitar que pessoas se sentem nas calçadas.
Para sensibilizar a comunidade sobre a importância do serviço, funcionários e usuários criaram um jornal bimestral e levaram cartas à Câmara Municipal, destacando que na Casa Franciscana são tratados com dignidade e recebem suporte em saúde e ressocialização.
Críticas e Respostas
A criação de um Grupo de Trabalho para revisar a gestão dos núcleos de convivência foi anunciada pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, após reclamações de moradores e comerciantes sobre a concentração de pessoas na região. A prefeitura não comentou sobre a falta de participação popular nesse grupo ou sobre as críticas relacionadas ao fechamento de serviços.
A administração municipal destaca que a cidade possui a maior rede socioassistencial da América Latina, com mais de 26 mil vagas disponíveis. A taxa média de ocupação em junho foi de 82%, e a gestão afirma que as medidas visam otimizar a oferta de serviços e garantir um atendimento mais eficiente e digno.
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