- A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados teve a presença de oito deputados bolsonaristas na votação do relatório sobre a regulação dos serviços de streaming.
- Desde 2019, a participação de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro era baixa, com exceção de Bia Kicis.
- A “tropa de choque” buscou barrar o projeto que propõe a obrigatoriedade da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) para plataformas de streaming.
- A oposição utilizou um “kit obstrução” para adiar a votação e indicou que essa estratégia será repetida nas próximas sessões, o que pode causar tumultos frequentes.
- Além de Bia Kicis, outros deputados, como Nikolas Ferreira e membros do partido Novo, também participaram da sessão, que contou com a presença de uma plateia, incluindo crianças, para pressionar a votação.
A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados viveu um momento inédito nesta quarta-feira, com a presença de oito deputados bolsonaristas durante a votação do relatório sobre a regulação dos serviços de streaming. Desde 2019, a comissão era marcada pela baixa participação de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com exceção de Bia Kicis. O movimento recente, no entanto, sinaliza uma mobilização significativa.
O objetivo da “tropa de choque” era claro: barrar o avanço do projeto que propõe a obrigatoriedade da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine) para plataformas de streaming. Com um “kit obstrução”, a oposição conseguiu adiar a votação, e já indicou que essa estratégia será repetida nas próximas sessões, o que pode resultar em tumultos frequentes nas reuniões do colegiado.
Além de Bia Kicis, outros nomes como Nikolas Ferreira, que atuou como líder, e deputados do Novo, como Marcel van Hattem e Luiz Lima, também compareceram, mesmo sem serem membros da comissão. A presença de uma plateia, incluindo crianças, foi uma tática adicional para pressionar a votação. A base do governo criticou essa postura, afirmando que os que se dizem patriotas preferem enviar dinheiro do consumidor brasileiro para o exterior, sem garantir investimentos na produção nacional e espaço para conteúdos brasileiros.
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