- Eulalio Gomes Batista, deputado paraguaio, foi morto em um tiroteio durante uma operação policial em Pedro Juan Caballero na madrugada de 19 de agosto de 2024.
- A operação visava prender colaboradores do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão e ocorreu após a emissão de um mandado de prisão contra Gomes.
- O advogado da família alegou que o deputado foi executado pela polícia, enquanto as autoridades afirmaram que Gomes disparou primeiro.
- Mensagens recuperadas de seu telefone indicam uma rede de corrupção envolvendo políticos e juízes, levantando suspeitas sobre manipulação judicial.
- A morte de Gomes expõe a corrupção e a omissão das autoridades paraguaias diante do crime organizado, deixando incertezas sobre sua influência política e criminal.
Eulalio Gomes Batista, deputado paraguaio, foi morto em um tiroteio durante uma operação policial em Pedro Juan Caballero na madrugada de 19 de agosto de 2024. O incidente ocorreu enquanto as autoridades tentavam prender colaboradores do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão. Gomes, que já enfrentava acusações de lavagem de dinheiro e associação criminosa, foi alvo de um mandado de prisão emitido momentos antes da ação.
As circunstâncias da morte de Gomes geraram controvérsias. O advogado da família, Óscar Tuma, alegou que o deputado foi executado pela polícia, enquanto as autoridades afirmaram que ele disparou primeiro. Mensagens recuperadas de seu telefone indicam uma rede de corrupção envolvendo políticos e juízes, levantando questões sobre a manipulação judicial no Paraguai.
Gomes, de 67 anos, tinha uma longa trajetória política e empresarial, sendo associado a figuras do narcotráfico desde 2019. Sua influência se estendia a diversos setores do governo, incluindo o Judiciário e as forças armadas. Em 2021, ele foi contatado por uma fiscal em busca de ajuda para limpar a imagem de seu marido, preso por lavagem de dinheiro, evidenciando sua capacidade de interceder em casos legais.
A operação que resultou em sua morte foi realizada por uma unidade de elite da polícia, mas a falta de clareza sobre os eventos e a participação de forças externas, como a DEA, complicam a narrativa. O caso de Gomes expõe um padrão preocupante de corrupção e omissão das autoridades paraguaias frente ao crime organizado, com investigações que se arrastam sem resultados concretos. A morte do deputado deixou um rastro de incertezas e um questionamento sobre a real extensão de sua influência no cenário político e criminal do país.
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