- O ex-chanceler Aloysio Nunes criticou a ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil, chamando-a de “coisa de gângster”.
- Nunes defendeu uma resposta firme do governo brasileiro e sugeriu a aplicação da Lei da Reciprocidade.
- Ele destacou que a questão é política, não comercial, e questionou a lógica das ações de Trump.
- O ex-chanceler criticou líderes da direita brasileira, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tenta responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Nunes apoiou a decisão de Lula de responder à carta de Trump, considerando-a uma demonstração de firmeza.
O ex-chanceler Aloysio Nunes, que atuou no governo Michel Temer, criticou a recente ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil. Em entrevista ao GLOBO, Nunes descreveu a ação como “coisa de gângster” e defendeu uma resposta firme do governo brasileiro, sugerindo a aplicação da Lei da Reciprocidade, aprovada recentemente no Congresso.
Nunes, que atualmente trabalha na Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) em Bruxelas, enfatizou que a questão em jogo é política, não comercial. Ele questionou a lógica por trás das ações de Trump, afirmando que não há justificativa comercial para tal postura. O ex-chanceler também criticou líderes da direita brasileira, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, segundo ele, tenta capitalizar politicamente a situação ao responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Críticas à Direita Brasileira
Nunes desafiou a proposta de Tarcísio de buscar uma solução negociada, indagando o que poderia ser negociável nesse contexto. Ele destacou que a negociação sobre o etanol americano poderia prejudicar os produtores brasileiros. “Se o senhor estiver de boa fé, o que o Brasil pode negociar?”, questionou.
O ex-chanceler apoiou a decisão de Lula de responder à carta de Trump, considerando-a uma forma de demonstrar firmeza. Para Nunes, a atitude do presidente americano é inaceitável e deve ser tratada com a devida seriedade pelo governo brasileiro. “Isso que Trump está fazendo é coisa de gângster,” concluiu Nunes, reforçando a necessidade de uma postura assertiva do Brasil diante das pressões externas.
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