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Bolsonaro é considerado réu e não alvo de perseguição judicial, afirma jurista

Eloísa Machado defende que ações contra Jair Bolsonaro seguem a Constituição e não são influenciadas por Donald Trump.

Foto: Reprodução
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta ações penais por tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito.
  • A jurista Eloísa Machado, da Fundação Getúlio Vargas, refutou a alegação de perseguição política feita por Donald Trump.
  • Machado afirmou que os processos seguem normas constitucionais e são analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A jurista destacou que não há influência de Trump sobre o Judiciário brasileiro e que a população decide nas urnas.
  • Ela ressaltou que as ações judiciais contra Bolsonaro estão em conformidade com a Constituição e não podem ser interrompidas pelo presidente ou pelo Congresso.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta ações penais que o acusam de tentativa de golpe e de abolição do Estado Democrático de Direito. A jurista Eloísa Machado, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), refutou a alegação de perseguição política feita por Donald Trump, afirmando que os processos contra Bolsonaro seguem as normas constitucionais.

Em uma declaração, Trump descreveu a situação de Bolsonaro como uma “perseguição política vergonhosa”, mas Machado destacou que o ex-presidente é réu em ações legítimas. A jurista enfatizou que o processo está em fase avançada e é analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que já condenou outros envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, dia em que ocorreram tentativas de golpe.

Machado ressaltou que não há ingerência de Trump sobre o Judiciário brasileiro, afirmando que as decisões são tomadas pela população nas urnas. Ela considerou preocupante a tentativa de interferência do ex-presidente dos Estados Unidos, afirmando que isso não é aceitável no Brasil. “Quem manda no país somos nós, a população brasileira”, declarou.

Além disso, a jurista afirmou que as ações judiciais contra Bolsonaro estão sendo conduzidas de acordo com as regras estabelecidas pela Constituição, e que não há possibilidade de o presidente ou o Congresso interromper a tramitação de um processo judicial. A análise do caso segue sob a supervisão de ministros do STF, garantindo a legalidade e a transparência do processo.

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