- A Justiça concedeu a guarda unilateral do menino Léo a Murilo Huff, na segunda-feira (30).
- A decisão ocorreu após a morte da mãe, a cantora Marília Mendonça, em um acidente aéreo em 2021.
- Acusações de negligência e alienação parental foram feitas contra a avó materna, Ruth Moreira Dias.
- A defesa de Ruth contestou a decisão, afirmando que ela vai contra o parecer do Ministério Público, que se opôs à concessão da tutela.
- A alienação parental é definida pela lei n° 12.318/2010 e pode ter efeitos duradouros nas crianças, como rejeição e ansiedade.
Na segunda-feira (30), a Justiça concedeu a guarda unilateral do menino Léo, de 4 anos, a Murilo Huff, após a morte da mãe, a cantora Marília Mendonça, em um acidente aéreo em 2021. A decisão foi tomada em meio a acusações de negligência e alienação parental contra a avó materna, Ruth Moreira Dias.
A defesa de Ruth contestou a decisão, afirmando que ela contraria o parecer do Ministério Público, que se opôs à concessão da tutela de urgência. Segundo a defesa, provas adicionais podem alterar o rumo do processo. O caso levanta questões sobre a alienação parental, definida pela lei n° 12.318/2010, que visa proteger crianças e adolescentes de interferências prejudiciais nas relações familiares.
Especialistas explicam que a alienação parental ocorre quando um genitor desqualifica o outro, prejudicando a relação entre a criança e o pai ou mãe. A advogada Amanda Helito destaca que a prática pode envolver dificuldades de contato, omissões de informações e falsas acusações. A lei permite que qualquer pessoa que influencie a vida da criança, como tios e avós, seja responsabilizada.
Os efeitos da alienação parental podem ser duradouros, com crianças apresentando sinais de rejeição, insegurança e ansiedade. A psicóloga Patrícia Binhardi ressalta a importância de observar esses sinais, especialmente em casos de luto. A acusação de alienação parental é complexa e requer avaliação cuidadosa, com a necessidade de provas concretas.
Durante o processo judicial, a proteção da criança é fundamental. A psicóloga forense recomenda a psicoterapia como uma forma eficaz de ajudar a criança a lidar com seus sentimentos. A legislação prevê medidas como escuta especializada e acompanhamento psicológico para garantir o bem-estar do menor.
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