- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, participou de uma reunião na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira.
- Durante a Comissão de Segurança Pública, ele solicitou emendas parlamentares para a PF, gerando reações irônicas de deputados da oposição.
- Andrei defendeu a legalidade das ações da PF, afirmando que a instituição atua sem viés político.
- Ele também comentou sobre a operação que investiga o deputado Junior Mano, acusado de desvio de recursos públicos.
- A discussão evidenciou a tensão entre a Polícia Federal e parlamentares, especialmente após indiciamentos recentes.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, se envolveu em um intenso bate-boca na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira. Durante sua participação na Comissão de Segurança Pública, Andrei solicitou que os parlamentares destinassem emendas para a PF, o que gerou reações irônicas de deputados da oposição.
“Já aproveito para fazer meu lobby aqui, pedir a todos para que a gente tenha a destinação de emendas parlamentares à nossa instituição,” declarou Andrei, ressaltando a necessidade de apoio financeiro. O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da comissão, ironizou a proposta, enquanto Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que só destinaria recursos se a PF fosse dirigida por “gente séria”.
A discussão acalorada refletiu a tensão entre a PF e alguns parlamentares, especialmente após o indiciamento de Van Hattem por críticas a delegados. Andrei defendeu a legalidade das ações da PF, afirmando que “a lei é que será seguida em todos os casos” e que a instituição atua sem viés político.
Operações em Andamento
Durante a reunião, Andrei também comentou sobre a operação que investiga o deputado Junior Mano (PSB-CE), acusado de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações. O deputado nega as irregularidades. O diretor da PF enfatizou que as operações são conduzidas de forma imparcial, afirmando que “fizemos ontem, aqui na Câmara, uma busca e apreensão contra um parlamentar que é de partido da base do governo”.
A situação evidencia a complexidade das relações entre a Polícia Federal e o Legislativo, em um cenário marcado por investigações que envolvem parlamentares de diferentes partidos.
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