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Cartel de Sinaloa e empresa Vector têm colaboração revelada pelo Tesouro dos EUA

Departamento do Tesouro dos EUA revela que casa de bolsa Vector facilitou lavagem de dinheiro para o Cartel de Sinaloa. Investigação avança.

Genaro García Luna e a aplicação Vector. (Foto: CUARTOSCURO)
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  • O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou a casa de bolsa Vector de colaborar com o Cartel de Sinaloa, facilitando lavagem de dinheiro e pagamento de subornos.
  • A acusação surgiu em meio a investigações sobre tráfico de drogas e corrupção no México.
  • A Vector teria permitido a compra de precursores de fentanilo da China e pagamentos a autoridades corruptas, incluindo Genaro García Luna, ex-secretário de Segurança Pública do México.
  • A investigação da Fiscalía General de la República (FGR) foca em depósitos suspeitos de quase R$ 100 milhões feitos à Vector por uma empresa ligada ao cartel.
  • O governo mexicano solicitou provas das alegações ao governo dos Estados Unidos, enquanto a pressão sobre a Vector aumenta.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou a casa de bolsa Vector de colaborar com o Cartel de Sinaloa, facilitando a lavagem de dinheiro e o pagamento de subornos. A acusação foi feita em um contexto de intensificação das investigações sobre o tráfico de drogas e a corrupção política no México.

O documento de sanção revela que a Vector atuou como um veículo para o cartel de Joaquín “El Chapo” Guzmán, permitindo a compra de precursores de fentanilo da China e o pagamento de subornos a autoridades corruptas, incluindo Genaro García Luna, ex-secretário de Segurança Pública do México. A investigação da Fiscalia General de la República (FGR) se concentra em depósitos suspeitos de quase 100 milhões de pesos feitos à Vector por uma empresa ligada ao cartel.

Entre 2013 e 2021, um representante do Cartel de Sinaloa transferiu mais de 2 milhões de dólares para a casa de bolsa. O Tesouro dos EUA também destacou que a Vector facilitou transações relacionadas ao tráfico de opioides, um problema crescente nos Estados Unidos, onde dezenas de milhares de mortes por overdose são registradas anualmente.

Implicações Políticas

A acusação do Tesouro americano não apenas expõe a vulnerabilidade do sistema financeiro mexicano à corrupção, mas também coloca em evidência Alfonso Romo, acionista da Vector e ex-conselheiro empresarial do presidente Andrés Manuel López Obrador. As atividades ilícitas atribuídas à Vector ocorreram durante o período em que Romo ocupava um cargo público, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse.

A FGR já iniciou uma investigação sobre as transações financeiras da Vector, que incluem pagamentos a empresas de fachada ligadas ao Cartel de Sinaloa. O governo mexicano busca recuperar a fortuna de García Luna, que teria sido acumulada por meio de desvio de recursos públicos. Documentos judiciais revelam que a Vector processou transferências significativas relacionadas a essas atividades.

Ações Futuras

O governo de Claudia Sheinbaum solicitou que Washington forneça provas das alegações contra as instituições financeiras mexicanas. A pressão sobre a Vector aumenta à medida que a FGR avança em sua investigação, refletindo um esforço conjunto para desmantelar as redes de corrupção e tráfico que operam entre os dois países.

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