- O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) criticou o centrão e a direita no Congresso após a derrubada do decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo Legislativo.
- Boulos afirmou que essa ação faz parte de uma estratégia para enfraquecer o governo Lula e aumentar a insatisfação popular.
- Ele destacou que o governo foi pressionado a realizar cortes que afetam a população mais pobre, visando criar um ambiente favorável à eleição de um candidato de direita em 2026.
- Em suas redes sociais, Boulos utilizou vídeos e cards para expor sua visão, acusando o centrão de atuar em benefício de bilionários.
- A Advocacia-Geral da União protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal para contestar a derrubada do decreto, alegando interferência do Congresso nas prerrogativas do Executivo.
O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) intensificou suas críticas ao centrão e à direita no Congresso, após a recente derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) pelo Legislativo. A votação, ocorrida na semana passada, representou uma derrota significativa para o governo Lula.
Boulos argumenta que essa ação é parte de uma estratégia conjunta entre o centrão e a direita para enfraquecer Lula e aumentar a insatisfação popular. Em suas postagens nas redes sociais, ele afirma que o governo foi pressionado a cortar gastos que afetam a população mais pobre. O deputado destaca que essa aliança visa criar um ambiente propício para a eleição de um candidato de direita em 2026.
Críticas e Mobilização
Em suas redes sociais, Boulos tem utilizado vídeos e cards para expor sua visão sobre a situação. Ele menciona que o centrão se uniu para derrubar o decreto e forçar o governo a realizar cortes que impactam diretamente os mais vulneráveis. “É o lobby dos bilionários que atuou para que eles não paguem nada e o povo pague a conta,” afirma o deputado.
Das últimas 21 postagens de Boulos no Instagram, 10 são direcionadas a ataques ao centrão ou à direita. Outras quatro abordam a luta do governo por justiça tributária, um tema que ganhou destaque após a derrota na votação do IOF. Perfis aliados, como o da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), também têm promovido a ideia de um “Congresso inimigo do povo”, embora Boulos tenha evitado adotar essa expressão.
Reação do Governo
A postura de Boulos contrasta com a de outros membros do governo, que têm adotado um tom mais moderado nas críticas ao Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou seu descontentamento com a retórica governista, acusando o governo de fomentar a polarização social.
Após a derrota, a base governista mobilizou uma narrativa que aponta o Congresso como protetor de privilégios, enquanto o governo busca justiça tributária ao taxar os “BBB”: bancos, bets e bilionários. A Advocacia-Geral da União já protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal para contestar a derrubada do decreto do IOF, alegando que houve interferência indevida do Congresso nas prerrogativas do Executivo.
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