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Procon do Rio veta exigência de CPF para informar descontos em farmácias

Farmácias no Rio de Janeiro não poderão exigir CPF para descontos sem consentimento. Multas serão aplicadas após 60 dias de fiscalização educativa.

Foto: Reprodução
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  • A operação CPF Protegido foi lançada no Rio de Janeiro, proibindo farmácias de exigir CPF para descontos sem consentimento prévio.
  • A ação começou em 2 de outubro, com orientações na Praça Saens Peña, na Tijuca.
  • A iniciativa é coordenada pela Sedecon (Procon Carioca) e pela Secretaria Municipal de Integridade e Transparência (SMIT).
  • As farmácias devem informar sobre descontos antes de solicitar dados pessoais e só podem coletar informações com consentimento explícito do cliente.
  • A fiscalização será educativa por 60 dias, com multas para infratores após esse período.

A operação CPF Protegido foi lançada no Rio de Janeiro, proibindo farmácias de exigir o CPF dos consumidores para conceder descontos. A ação começou nesta quarta-feira, 2 de outubro, com orientações na Praça Saens Peña, na Tijuca. A iniciativa é coordenada pela Sedecon (Procon Carioca) em parceria com a Secretaria Municipal de Integridade e Transparência (SMIT).

As novas regras, publicadas em resolução no Diário Oficial, estabelecem que farmácias não podem solicitar dados pessoais antes de informar sobre descontos ou promoções. A coleta de informações só é permitida com o consentimento explícito do cliente após a divulgação dos preços. O secretário João Pires ressaltou que a venda de produtos não deve ser condicionada ao fornecimento de dados, prática considerada abusiva e em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Fiscalização e Prazos

A fiscalização será educativa nos próximos 60 dias. Após esse período, farmácias que não cumprirem as normas poderão enfrentar multas e sanções administrativas. Além disso, os estabelecimentos devem informar claramente como os dados são coletados e protegidos. O Procon Carioca disponibiliza canais para denúncias, que podem ser feitas pelo site ou pela Central 1746.

A operação visa garantir que os direitos dos consumidores em relação à proteção de dados pessoais sejam respeitados. As farmácias devem promover uma relação mais transparente com os clientes, assegurando que a coleta de dados ocorra apenas com consentimento e para finalidades legítimas. A iniciativa é uma resposta ao aumento das preocupações sobre práticas abusivas em estabelecimentos comerciais na cidade.

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