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Parlamento do Reino Unido aprova banimento de grupo ativista pró-Palestina

Parlamento do Reino Unido aprova proibição do grupo Palestine Action, gerando críticas de especialistas da ONU e organizações de direitos humanos.

Foto: Reprodução
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  • O Parlamento do Reino Unido aprovou a proibição do grupo Palestine Action, que atua contra fabricantes de armas que fornecem o governo israelense.
  • A votação ocorreu com um resultado de 382 a 26 a favor da medida, após ativistas danificarem aeronaves militares.
  • A proposta será analisada na Câmara dos Lordes e, se aprovada, tornará ilegal ser membro ou apoiar o grupo.
  • A secretária de Estado para a Segurança, Yvette Cooper, justificou a proibição após o vandalismo em aeronaves, embora o Ministério da Defesa tenha negado que essas realizem operações para Israel.
  • Organizações de direitos humanos criticaram a decisão, considerando-a um ataque à liberdade de expressão e ao direito de protesto.

O Parlamento do Reino Unido aprovou, na quarta-feira, a proibição do grupo Palestine Action, que busca interromper as operações de fabricantes de armas que abastecem o governo israelense. A votação foi de 382 a 26 a favor da medida, após um incidente em que ativistas do grupo danificaram aeronaves militares na maior base aérea do país.

A proposta de proibição será analisada na Câmara dos Lordes nesta quinta-feira. Se aprovada, a banificação entrará em vigor em poucos dias, tornando ilegal ser membro ou apoiar o Palestine Action. A decisão equipara o grupo a organizações terroristas como Hamas e ISIS, gerando críticas de especialistas da ONU e de organizações de direitos humanos.

A secretária de Estado para a Segurança, Yvette Cooper, confirmou a intenção de proscrever o grupo após ativistas terem vandalizado dois Airbus Voyagers, alegando que as aeronaves transportam carga militar e reabastecem aviões israelenses. No entanto, fontes do Ministério da Defesa afirmaram que os RAF Voyagers não realizam tais operações.

Palestine Action anunciou que iniciará ações legais contra a decisão do governo. A cofundadora Huda Ammori afirmou que a proibição reflete práticas de regimes autoritários que usam leis antiterrorismo para silenciar a dissidência. Se a proibição for implementada, será a primeira vez na história do Reino Unido que um grupo de protesto por ação direta é classificado sob legislação antiterrorista.

Organizações de direitos humanos criticaram a medida, considerando-a um ataque à liberdade de expressão e ao direito de protesto. Sacha Deshmukh, da Amnesty International, alertou que a proibição pode resultar em uma “interferência ilegal” nos direitos de assembleia pacífica. Especialistas da ONU expressaram preocupação com a rotulação de um movimento de protesto político como “terrorista”.

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