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Itália abre 500 mil vagas de trabalho para estrangeiros até 2028

Governo italiano aprova decreto que prevê quase 500 mil entradas legais de imigrantes, mas enfrenta desafios burocráticos significativos.

Primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, no Palácio Chigi, sede do governo italiano (Foto: Matteo Minnella/22.mai.25/Reuters)
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  • O Conselho de Ministros da Itália aprovou um novo decreto de fluxos migratórios laborais para o triênio de 2026 a 2028.
  • O decreto prevê quase 500 mil entradas legais para imigrantes com contratos de trabalho, um aumento de 50 mil vistos em relação ao período anterior.
  • Os vistos serão distribuídos entre os setores de serviços, indústria e agricultura, exigindo um contrato formal com empregadores italianos.
  • A burocracia tem dificultado a efetividade do processo, com apenas 56% das cotas de 2023 resultando em autorizações iniciais.
  • O governo estima que as empresas italianas precisarão de pelo menos 640 mil imigrantes até 2028, superando as previsões do novo decreto.

O Conselho de Ministros da Itália, sob a liderança da primeira-ministra Giorgia Meloni, aprovou na segunda-feira (30) um novo decreto de fluxos migratórios laborais para o triênio de 2026 a 2028. A medida prevê a concessão de quase 500 mil entradas legais para imigrantes com contratos de trabalho, um aumento de 50 mil vistos em relação ao período anterior.

O decreto busca alinhar a entrada de imigrantes às necessidades do mercado de trabalho italiano, considerando a capacidade de acolhimento e integração nas comunidades locais. Os vistos serão distribuídos entre setores como serviços, indústria e agricultura, com a exigência de um contrato formal com empregadores italianos para a obtenção da autorização de residência.

Desafios da Burocracia

Entretanto, a burocracia tem sido um obstáculo significativo para a efetividade do decreto. Em 2023, apenas 56% das 130 mil cotas planejadas resultaram em autorizações iniciais, e apenas 13% culminaram em contratos assinados. A situação não melhorou em 2024, levando muitos trabalhadores a permanecerem em situação irregular.

O secretário-geral da Federação Agrícola e Industrial da Itália, Onofrio Rota, destacou que existem mais de 200 mil trabalhadores imigrantes irregulares no país, muitos devido a autorizações vencidas. A falta de sanções para empregadores que não formalizam contratos e a possibilidade de contratos de curta duração contribuem para essa realidade.

Necessidade de Mão de Obra

Estudos indicam que as empresas italianas precisarão de pelo menos 640 mil imigrantes até 2028, superando as previsões do novo decreto. O ministro do Interior, Matteo Piantedosi, afirmou que o governo está comprometido em criar canais legais de entrada, especialmente para setores essenciais da economia.

A aprovação do decreto ocorre em um contexto de mudanças na legislação sobre cidadania, que agora limita o reconhecimento automático da cidadania italiana a descendentes nascidos fora do país. Essa nova norma, aprovada em maio, restringe o direito à cidadania por jus sanguinis a até duas gerações.

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