- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não há crise entre o governo e o Congresso sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
- Durante um encontro do Mercosul em Buenos Aires, Haddad destacou que a Advocacia-Geral da União (AGU) busca esclarecer a legalidade do decreto presidencial que elevou as alíquotas.
- Ele negou que o governo se sinta traído e afirmou que a questão é jurídica, não política.
- Haddad mencionou a falta de comunicação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, mas não recebeu reclamações de líderes sobre impactos à população de baixa renda.
- O ministro concluiu que a AGU busca uma resposta sobre a constitucionalidade do decreto e que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a legalidade, as atividades do governo continuarão normalmente.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (2) que não há crise entre o governo e o Congresso em relação ao aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Durante sua participação em um encontro do Mercosul em Buenos Aires, Haddad destacou que a Advocacia-Geral da União (AGU) está apenas buscando esclarecer a legalidade do decreto presidencial que elevou as alíquotas.
Em entrevista, o ministro enfatizou que o governo não abandonou as negociações e refutou a ideia de “traição” nas relações com o Legislativo. “Quem saiu da mesa de negociação não foi o Executivo”, disse Haddad, referindo-se à ação da AGU no Supremo Tribunal Federal (STF), que visa a declaração de constitucionalidade do decreto. Ele ressaltou que a questão é jurídica e não política.
Haddad também comentou sobre a falta de comunicação com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Ele negou que o governo se sentisse traído e afirmou que não recebeu manifestações de líderes que indicassem que a situação poderia prejudicar a população de baixa renda. O ministro reiterou que a ação da AGU é um questionamento legal e não deve afetar o relacionamento com o Congresso.
Além disso, Haddad destacou que a equipe econômica tem recebido apoio em projetos prioritários e que não há indícios de que a derrubada dos decretos impactará outras pautas do governo, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Ele concluiu que a AGU busca apenas uma resposta sobre a constitucionalidade do decreto, e que, se o STF confirmar a legalidade, “vida que segue”.
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