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Governo deve escolher entre diálogo ou confronto, afirma líder do União Brasil

Efraim Filho alerta que o governo Lula deve priorizar o diálogo com o Congresso para evitar conflitos e garantir responsabilidade fiscal.

Senador Efraim Filho (União-PB) no Senado (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • Efraim Filho, líder do União Brasil no Senado, defende que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deve priorizar o diálogo com o Congresso.
  • Ele criticou a deterioração da relação entre o Executivo e o Legislativo, especialmente após a derrubada do decreto que aumentava o IOF.
  • O senador alertou que o Congresso não permitirá gastos excessivos para projetos eleitorais e enfatizou a necessidade de responsabilidade fiscal.
  • Efraim Filho destacou a importância de articular com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente.
  • Ele também mencionou a candidatura de Ronaldo Caiado para 2026 e a recente aprovação do aumento de cadeiras na Câmara, considerando-a uma questão de justiça para os estados afetados.

Líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho afirma que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deve optar pelo diálogo em vez do enfrentamento com o Congresso. Em entrevista ao GLOBO, ele destacou que a relação entre o Executivo e o Legislativo se deteriorou, especialmente após a derrubada do decreto que aumentava o IOF. O senador alertou que o Congresso não permitirá “gastança desenfreada” para viabilizar projetos eleitorais.

Efraim Filho enfatizou a importância de uma articulação eficaz com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, respectivamente. Ele observou que o governo não possui uma base sólida e tenta impor sua agenda à força, o que pode levar a mais conflitos. O União Brasil, que possui ministérios e um pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, busca um espaço para dialogar com a centro-direita sobre alianças futuras.

O senador também comentou sobre a necessidade de responsabilidade fiscal, afirmando que o orçamento de 2026 deve ser votado ainda este ano. Ele ressaltou que o Congresso não voltará a um modelo de “toma lá dá cá”, exigindo que o governo apresente argumentos sólidos para suas pautas. Efraim Filho criticou a atual situação do governo, que, segundo ele, perdeu a capacidade de impor sua agenda, especialmente após a saída do PDT da base aliada.

Além disso, o líder do União Brasil abordou a recente aprovação do aumento de cadeiras na Câmara, defendendo que a medida foi uma questão de justiça para os estados afetados. Ele acredita que a crise no INSS e as investigações em andamento podem impactar a viabilidade da reeleição de Lula, dependendo dos desdobramentos. A relação entre o governo e o Congresso, marcada por tensões, continua a ser um ponto crítico para a governabilidade.

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