- A defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) pediu à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que o hacker Walter Delgatti seja ouvido no processo de cassação de seu mandato.
- Zambelli está foragida na Itália e foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
- O advogado Fábio Pagnozzi argumentou que Delgatti, considerado mentiroso pela Polícia Federal, deve esclarecer contradições nas acusações contra a deputada.
- O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou apoio à deputada, mas a falta de manifestações públicas de líderes do partido gera incertezas sobre o respaldo à parlamentar.
- Zambelli pediu licença de 127 dias do mandato, aprovada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O processo de cassação pode avançar antes do recesso parlamentar, que começa em 17 de julho.
A defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) protocolou um pedido à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para que o hacker Walter Delgatti seja ouvido no processo de cassação de seu mandato. Zambelli, que está foragida na Itália, foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento em invasões ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O advogado Fábio Pagnozzi argumentou que Delgatti, considerado pela Polícia Federal um “mentiroso contumaz”, deve ser ouvido para esclarecer contradições nas acusações contra a deputada. A solicitação ainda aguarda análise do colegiado, presidido pelo deputado Paulo Azi (União-BA). O relator do caso, Diego Garcia (Republicanos-PR), ainda não apresentou seu parecer.
Apoio do PL
O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou o apoio à deputada, chamando-a de “soldada ferida”. Apesar disso, a ausência de manifestações públicas do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e do ex-presidente Jair Bolsonaro levanta dúvidas sobre o respaldo real à parlamentar. Cavalcante declarou que o partido buscará apoio de outros deputados para evitar a perda do mandato de Zambelli.
A deputada pediu licença de 127 dias do mandato, aprovada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa é que o processo de cassação avance antes do recesso parlamentar, marcado para 17 de julho. Se a CCJ aprovar a cassação, o caso seguirá para votação no plenário, onde são necessários 257 votos para a perda do mandato.
Consequências da Condenação
Zambelli foi condenada por sua participação em invasões ao CNJ, com o objetivo de adulterar documentos, incluindo a emissão falsa de mandados de prisão. O ministro Alexandre de Moraes, ao determinar a prisão preventiva da deputada, destacou que ela continua a atacar instituições brasileiras e o Estado Democrático de Direito. A situação da parlamentar permanece tensa, com desdobramentos que podem impactar não apenas seu futuro, mas também as relações institucionais no Brasil.
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