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Delação de Cid pressiona defesas de réus e altera cenário jurídico atual

Polícia Federal investiga obstrução de Justiça em caso de Mauro Cid, que alterou versões e pode ter delação anulada.

Foto: Reprodução
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  • A Polícia Federal ouviu advogados e ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro em investigações sobre obstrução de Justiça.
  • O advogado Paulo Costa Bueno e o ex-secretário de comunicação social, Fabio Wajngarten, foram interrogados.
  • Bueno afirmou que não buscou informações sobre a delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro.
  • Wajngarten declarou que o depoimento foi respeitoso e que está considerando ações legais contra acusações injustas.
  • Mauro Cid, que fechou um acordo de delação premiada em setembro de 2023, alterou suas versões pelo menos cinco vezes, levando as defesas dos réus a pedirem a anulação da delação.

A Polícia Federal ouviu nesta terça-feira (1°) advogados e ex-assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro em investigações sobre obstrução de Justiça. O advogado Paulo Costa Bueno e o ex-secretário de comunicação social, Fabio Wajngarten, foram interrogados. Bueno afirmou que não buscou informações sobre a delação de Mauro Cid, ex-assessor de Bolsonaro, que é um dos principais alvos das investigações.

Wajngarten, em postagem nas redes sociais, declarou que o depoimento foi respeitoso e que não tem envolvimento na tentativa de golpe. Ele também mencionou que está considerando ações legais contra quem o acusar injustamente. Além deles, o coronel Marcelo Câmara e seu advogado, Eduardo Kuntz, também foram ouvidos.

Na segunda-feira (30), o ministro Alexandre de Moraes rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para incluir no processo um perfil no Instagram atribuído a Mauro Cid. A defesa alegou que Cid utilizou a conta para se comunicar com advogados dos réus, o que foi negado pelo tenente-coronel. Moraes afirmou que não admitiria “tumulto processual”.

Mauro Cid, que atuava como porta-voz de Bolsonaro e transmitia orientações aos envolvidos na tentativa de ruptura democrática, fechou um acordo de delação premiada em setembro de 2023. Cid alterou suas versões pelo menos cinco vezes, o que levou as defesas dos réus a solicitarem a anulação de sua delação.

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