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Câmara de SP aprova inclusão da lei ‘anti-Oruam’ na lei orçamentária

Câmara de São Paulo aprova emenda que proíbe contratação de artistas que promovem apologia ao crime em eventos públicos.

Show da cantor Oruam, no palco Sunset, durante o primeiro dia do primeiro final de semana do festival Rock in Rio (Foto: Filipe Reveles/Photo Premium/Folhapress)
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  • A Câmara de São Paulo aprovou uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026.
  • A emenda proíbe a contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado em eventos públicos.
  • A proposta foi apresentada pela vereadora Amanda Vettorazzo (União) e aceita pelo vereador Major Palumbo (PP).
  • A medida visa impedir o uso de recursos públicos para apresentações que promovam essa apologia.
  • A discussão gerou debates sobre a definição de apologia e suas implicações, com preocupações sobre a falta de regulamentação.

A Câmara de São Paulo aprovou na última sexta-feira uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que proíbe a contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado em eventos públicos. A proposta, que se assemelha à chamada lei “anti-Oruam”, visa vetar o uso de recursos públicos para apresentações que promovam essa apologia.

A emenda, proposta pela vereadora Amanda Vettorazzo (União), foi aceita pelo vereador Major Palumbo (PP), relator da LDO. O texto estabelece que não será permitido destinar recursos públicos para eventos que, durante as apresentações, expressem apologia ao crime organizado. A inclusão da emenda gerou debates sobre a definição de apologia e suas possíveis implicações.

Vettorazzo destacou a importância da medida, afirmando que São Paulo deve dar o exemplo e deixar claro que o crime organizado não tem espaço na cidade. A vereadora também criou um site para incentivar outras cidades a adotarem propostas semelhantes. Em contrapartida, o vereador Celso Giannazi (PSOL) expressou preocupação com a falta de regulamentação, alertando que críticas sociais em eventos públicos podem ser confundidas com apologia ao crime.

A proposta já havia sido discutida anteriormente e, segundo Giannazi, a proibição já está prevista em lei, tornando a emenda desnecessária. A LDO, que agora segue para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB), prevê um orçamento de R$ 128,9 bilhões para o próximo ano. A discussão sobre a emenda reflete um movimento crescente em outras capitais do país, onde propostas semelhantes têm sido apresentadas.

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