- Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, afirmou que não precisa ser presidente para “mudar o Brasil” durante ato na Avenida Paulista.
- Ele pediu 50% da Câmara e do Senado para implementar suas propostas, destacando a importância de uma maioria no Congresso.
- O evento reuniu cerca de 12,4 mil pessoas, segundo pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).
- Bolsonaro enfatizou que, mesmo fora da presidência, pode influenciar o país e planeja eleger uma bancada forte para enfrentar autoridades.
- A nova abordagem do ex-presidente reflete uma mudança de foco, priorizando a construção de uma base no Congresso em vez de sua candidatura em 2026.
Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, afirmou em ato na Avenida Paulista que não precisa ser presidente para “mudar o Brasil”. Durante a manifestação, ele pediu 50% da Câmara e do Senado para implementar suas propostas, destacando a importância de uma maioria no Congresso. A declaração ocorreu em um momento em que Bolsonaro, condenado à inelegibilidade por oito anos pelo TSE, se vê fora da corrida presidencial de 2026.
No evento, que reuniu cerca de 12,4 mil pessoas, segundo pesquisadores da USP, Bolsonaro enfatizou que, mesmo sem a presidência, poderia influenciar o país. “Me deem 50% da Câmara e 50% do Senado que eu mudo o destino do Brasil”, declarou, ressaltando que o apoio de seus aliados seria suficiente para promover mudanças significativas.
A mudança no discurso do ex-presidente é notável. Em atos anteriores, ele insistia na necessidade de ser candidato em 2026 e defendia um projeto de anistia. Agora, a ênfase está na construção de uma base forte no Congresso. Bolsonaro tem se concentrado em eleger uma bancada que possa enfrentar autoridades que, segundo ele, extrapolam suas funções.
O ex-presidente também mencionou a importância de eleger presidentes para a Câmara e o Senado, além de indicar integrantes de agências e do Banco Central. A estratégia parece ser uma resposta ao avanço do julgamento no STF sobre sua suposta tentativa de golpe de Estado, que pode resultar em condenação à prisão.
Nos últimos discursos, a proporção de tempo dedicado ao tema da anistia diminuiu, enquanto o foco nas eleições de 2026 e nas realizações de seu governo aumentou. A nova abordagem sugere uma tentativa de reforçar sua imagem entre os apoiadores, enquanto se prepara para o cenário político futuro.
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