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STF analisa lei que proíbe atuação de flanelinhas em todo o país

STF analisará se municípios podem proibir flanelinhas, definindo normas para o exercício de profissões em todo o Brasil.

Ministros Luiz Fux e André Mendonça. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir sobre a autoridade de estados e municípios para restringir o exercício de profissões.
  • O julgamento se baseia na lei de Porto Alegre que proíbe flanelinhas.
  • A decisão terá repercussão geral, servindo como referência para casos semelhantes em instâncias inferiores.
  • O relator, ministro Luiz Fux, enfatizou a necessidade de uma interpretação uniforme da Constituição.
  • A gestão municipal argumenta que pode regulamentar o uso do espaço urbano, mesmo em desacordo com normas federais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir se estados e municípios têm o poder de restringir o exercício de profissões, um assunto que levanta questões sobre a autonomia municipal. O julgamento será baseado em uma ação sobre a lei de Porto Alegre que proíbe a atuação de flanelinhas.

O caso possui repercussão geral, o que significa que a decisão do STF servirá como referência para instâncias inferiores em situações semelhantes. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, ainda precisa agendar a data da votação. A Lei Federal 6.242/1975 reconhece a função de guardador de carros, enquanto a Lei 874/2020 de Porto Alegre proíbe essa atividade nas ruas da cidade.

Um flanelinha obteve na Justiça gaúcha o direito de continuar trabalhando, levando a prefeitura a recorrer ao STF. A gestão municipal argumenta que os municípios têm a prerrogativa de regulamentar o uso do espaço urbano de acordo com suas especificidades, incluindo a proibição de certas atividades, mesmo que reconhecidas por normas federais.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, destacou a importância de uma interpretação uniforme da Constituição. Ele afirmou que o tema possui impacto social relevante e que a definição do STF garantirá uma aplicação consistente da legislação em todo o Brasil. A decisão pode influenciar a forma como as cidades regulamentam atividades profissionais em seus territórios.

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