- O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- A defesa solicitou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre uma conta de Instagram do tenente-coronel Mauro Cid.
- Moraes afirmou que não haverá tumulto processual e que a ação penal seguirá normalmente.
- A Procuradoria-Geral da República deve apresentar suas alegações finais em breve, relacionadas a uma suposta trama golpista.
- Mauro Cid negou ter utilizado a conta em depoimento à Polícia Federal, enquanto a defesa argumentou que a conta foi criada com um e-mail dele.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre uma conta de Instagram do tenente-coronel Mauro Cid. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 30, e Moraes afirmou que “não será admitido tumulto processual”, garantindo que o andamento da ação penal seguirá normalmente.
A PGR está prestes a apresentar suas alegações finais na ação que investiga uma suposta trama golpista. Moraes já havia estabelecido um prazo de 15 dias para que a PGR se posicione sobre a absolvição ou condenação de Bolsonaro e outros réus. A defesa, liderada pelo advogado Celso Vilardi, argumentou que a PGR deveria considerar dados da Meta e do Google, que indicam que Cid criou a conta em questão.
Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, negou em depoimento à Polícia Federal ter utilizado o perfil. Vilardi destacou que as informações da Meta mostram que a conta foi criada com um e-mail de Cid e que houve acessos simultâneos entre o Instagram e o e-mail. “As mentiras do delator se amontoam e envolvem destruição de prova,” afirmou Vilardi, referindo-se à conta que foi deletada.
Em seu depoimento, Cid reiterou que não sabe quem criou a conta e negou ter conversado com o advogado Eduardo Kuntz pela plataforma. Kuntz, por sua vez, afirmou ao STF que trocou mensagens com o militar por meio da conta de Instagram. O desdobramento desse caso pode impactar significativamente a ação penal em andamento, que investiga uma tentativa de manter Bolsonaro no poder após sua derrota nas eleições.
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