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Academia de Ciências dos EUA enfrenta crise com demissões após cortes de Trump

NASEM enfrenta crise interna com demissões e restrições em pesquisas, gerando críticas e discussões sobre a liderança de Marcia McNutt.

A sede da Academia Nacional de Ciências em Washington DC. (Foto: Radharc Images/Alamy)
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  • A National Academy of Sciences, Engineering and Medicine (NASEM) enfrenta uma crise interna devido a cortes orçamentários impostos pela administração Trump.
  • A reorganização inclui demissões de 50 a 100 funcionários e restrições em pesquisas sobre diversidade, equity e inclusão.
  • A presidente da NASEM, Marcia McNutt, defende que desafiar a administração pode comprometer a sobrevivência da organização.
  • Membros criticam a falta de transparência nas decisões e discutem um possível voto de desconfiança contra McNutt.
  • A NASEM depende de contratos federais, que representam 59% de seu orçamento, e a reestruturação visa consolidar divisões internas.

A National Academy of Sciences, Engineering and Medicine (NASEM) enfrenta uma crise interna após cortes orçamentários impostos pela administração Trump. A reorganização, que inclui demissões e restrições em pesquisas sobre diversidade, equity e inclusão, gerou críticas entre os membros da academia.

Desde a posse de Trump, a NASEM viu a suspensão de contratos valiosos, resultando na demissão de 50 a 100 funcionários de um total de 1.200. A expectativa é que o número de cortes aumente, levando a uma redução de 15% no orçamento até agosto e 30% até o final do ano. A falta de transparência nas decisões tem sido um ponto de discórdia, com membros exigindo mais consulta sobre as mudanças.

A presidente da NASEM, Marcia McNutt, reconhece a pressão enfrentada, mas defende que desafiar a administração pode comprometer a sobrevivência da organização. Em março, diretrizes internas proibiram pesquisas sobre temas explicitamente relacionados à diversidade, equity e inclusão, gerando acusações de censura. Críticos argumentam que essa postura compromete a integridade científica da NASEM.

A situação levou a discussões sobre um possível voto de desconfiança contra McNutt. A NASEM, que anualmente publica cerca de 200 relatórios, depende fortemente de contratos federais, que representam 59% de seu orçamento. A reestruturação atual visa consolidar divisões internas e reduzir conselhos consultivos, mas muitos membros se sentem excluídos do processo decisório.

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