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Quase 12 milhões devem perder cobertura de saúde com projeto de orçamento de Trump

Senadores debatem cortes de US$ 1 trilhão em saúde, afetando 12 milhões de americanos e aumentando a dívida nacional em US$ 3,3 trilhões.

Republicanos estão se apressando para aprovar o Grande Projeto Bonito no senado antes de um prazo autoimposto de 4 de julho. (Foto: Bloomberg via Getty Images)
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O Senado dos EUA está debatendo um projeto de lei orçamentária que pode cortar a cobertura de saúde de 12 milhões de pessoas e aumentar a dívida nacional em 3,3 trilhões de dólares. O projeto, apoiado por líderes republicanos, passou por uma votação apertada de 51 a 49. O Gabinete de Orçamento do Congresso estima que isso pode resultar em cortes de 1 trilhão de dólares em financiamento para a saúde. Apesar de algumas mudanças para atender preocupações, senadores ainda estão preocupados com os impactos em hospitais rurais e no programa Medicaid. Dois senadores republicanos se uniram aos democratas na oposição. O presidente Donald Trump pediu que a legislação fosse aprovada antes do 4 de julho, alertando que não fazê-lo seria uma traição. O projeto inclui cortes em programas de saúde e exige que a maioria dos adultos trabalhe para receber benefícios, além de reduzir impostos sobre a Seguridade Social. Senadores democratas criticaram a proposta, dizendo que ela favorece os ricos em detrimento dos pobres. A votação final ainda é incerta, com os democratas tentando atrasar o processo enquanto os republicanos querem acelerar. Se aprovado, o projeto ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes antes de ser enviado ao presidente.

O Senado dos EUA está em meio a um intenso debate sobre um projeto de lei orçamentária que pode resultar em cortes significativos na cobertura de saúde, afetando 12 milhões de americanos e aumentando a dívida nacional em US$ 3,3 trilhões. A proposta, impulsionada por líderes republicanos, avançou com um voto apertado de 51 a 49.

O Gabinete de Orçamento do Congresso (CBO) estima que a aprovação do projeto pode levar a cortes de US$ 1 trilhão em financiamento para a saúde. A votação preliminar ocorreu no sábado, mas a resistência persiste, especialmente entre senadores preocupados com os impactos em hospitais rurais e no programa Medicaid. Dois republicanos, Thom Tillis e Rand Paul, se juntaram aos democratas na oposição.

Durante o debate, o presidente Donald Trump expressou a necessidade de aprovar a legislação antes do 4 de julho, alertando que a falha em fazê-lo seria uma “traição”. O projeto inclui cortes em programas de saúde e exige que a maioria dos adultos trabalhe para se qualificar para benefícios. Além disso, propõe a redução de impostos sobre benefícios da Seguridade Social e a eliminação de impostos sobre horas extras e gorjetas.

Preocupações com a Saúde

Senadores democratas criticaram o projeto, afirmando que ele representa uma transferência de recursos dos mais pobres para os mais ricos. O senador Mark Warner afirmou que a proposta prejudicaria milhões, caracterizando-a como um “corte de impostos para os mais ricos que resulta em cortes na saúde”.

Embora o projeto tenha sido modificado para atender a preocupações de senadores republicanos, ele ainda mantém cortes significativos. A proposta também inclui um aumento no fundo de alívio para hospitais rurais, passando de US$ 15 bilhões para US$ 25 bilhões.

A votação final ainda é incerta, com os democratas utilizando regras do Senado para prolongar o debate. A expectativa é que eles utilizem todo o tempo disponível para atrasar a votação, enquanto os republicanos tentam acelerar o processo. Se aprovado, o projeto ainda precisará passar pela Câmara dos Representantes antes de ser enviado ao presidente para sanção.

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