Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, falou em um evento na Avenida Paulista sobre a importância de ganhar a maioria no Congresso nas eleições de 2026. Ele acredita que, se conseguir 50% dos votos na Câmara e no Senado, poderá influenciar decisões do governo e até desafiar ministros do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro se dirigiu ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e mencionou que outros partidos, como o PSD e o MDB, também podem fazer parte da composição do Parlamento. Para ter a maioria no Senado, ele precisaria de menos de 41 senadores. Essa estratégia mostra a intenção da extrema-direita de controlar comissões importantes e eleger líderes na Câmara e no Senado. As declarações de Bolsonaro também refletem sua incerteza sobre a recuperação de seus direitos políticos, já que foi condenado a oito anos sem esses direitos por abuso de poder e disseminação de mentiras sobre o sistema eleitoral.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) destacou, em ato realizado na Avenida Paulista neste domingo, 29, a necessidade de conquistar a maioria no Congresso Nacional nas eleições de 2026. Ele enfatizou que, ao obter essa maioria, especialmente no Senado, poderia influenciar decisões governamentais e até desafiar ministros do Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro afirmou que, se conseguisse 50% da Câmara e 50% do Senado, poderia “mudar o destino do Brasil”. Ele mencionou que, independentemente de sua posição futura, quem liderasse essa maioria teria mais poder do que o próprio presidente da República. Durante o evento, dirigiu-se ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e mencionou que ainda haveria espaço para outros partidos, como o PSD e o MDB, na composição do Parlamento.
Estratégia Política
Para alcançar a maioria no Senado, Bolsonaro precisaria de menos de 41 dos 81 senadores. Essa estratégia reflete a intenção da extrema-direita de controlar comissões importantes do Congresso e eleger presidentes da Câmara e do Senado. Com essa influência, o bolsonarismo poderia também determinar os líderes das agências reguladoras e do Banco Central.
As declarações de Bolsonaro também revelam sua incerteza sobre uma possível recuperação de seus direitos políticos. Em junho de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral o condenou a oito anos sem direitos políticos por abuso de poder e disseminação de informações falsas sobre o sistema eleitoral durante sua gestão. Essa condenação foi seguida por outra, em outubro, relacionada a abusos nas cerimônias do 7 de Setembro de 2022.
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