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Câmara de São Paulo aprova LDO com previsão de R$ 128,9 bilhões para 2026

Câmara Municipal de São Paulo aprova LDO com orçamento de R$ 128,9 bilhões, mas oposição critica falta de transparência e créditos adicionais.

A plenária da Câmara Municipal de São Paulo com suas 55 cadeiras (Foto: CMSP/divulgação)
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A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, com um orçamento de R$ 128,9 bilhões. A votação teve 34 votos a favor e 12 contra. Os principais investimentos incluem R$ 9,64 bilhões para mobilidade urbana e R$ 1,9 bilhão para habitação. A dívida do município deve chegar a R$ 43,2 bilhões, o que representa 42% da receita. A oposição criticou a autorização para que o Executivo abra créditos adicionais de até 9% da LDO, o que poderia significar R$ 11,6 bilhões a mais. O vereador Jair Tatto, do PT, chamou isso de “cheque em branco”. A vereadora Keit Lima, do PSOL, também questionou a falta de detalhes sobre os projetos, como a revitalização de parques. O presidente da Câmara, Ricardo Teixeira, destacou a harmonia nas discussões e as atividades legislativas voltarão em 5 de agosto.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta sexta-feira, 27, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026, com um orçamento estimado em R$ 128,9 bilhões. A votação resultou em 34 votos a favor e 12 contra, e o texto servirá de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) no final do ano.

Entre os principais investimentos, destacam-se R$ 9,64 bilhões para mobilidade urbana e políticas de uso e ocupação do solo, além de R$ 1,9 bilhão destinado à habitação. A dívida consolidada líquida do município está prevista em R$ 43,2 bilhões para 2026, representando 42% da receita corrente líquida, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Críticas da Oposição

Apesar da aprovação, a LDO enfrentou críticas da oposição. O vereador Jair Tatto (PT), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, se opôs à autorização que permite ao Executivo abrir créditos adicionais de até 9% da LOA, o que poderia significar um adicional de R$ 11,6 bilhões. Tatto afirmou que isso representa um “cheque em branco” para o prefeito.

A vereadora Keit Lima (PSOL) também criticou a falta de detalhamento no projeto. Ela questionou a ausência de informações sobre as regiões que receberão a revitalização de 25 parques e a entrega de oito novos espaços. Lima destacou a necessidade de clareza sobre os critérios utilizados para a execução dos projetos.

Próximos Passos

O presidente da Câmara, vereador Ricardo Teixeira (União Brasil), comentou sobre seu primeiro semestre à frente do Legislativo, ressaltando a harmonia na condução dos trabalhos. A Câmara Municipal retornará com suas atividades legislativas em 5 de agosto.

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